por Bete Brito
Categorias: Artigos
22/07/2008 às 14:06
Margarida é o nome popular comum a uma grande variedade de plantas (e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de “margarida” qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.
Em termos mais específicos, contudo, podemos considerar:
* Qualquer planta do género Bellis, da família das Compostas, das quais se destaca:
o Bellis perennis, bonina ou Bela-margarida.
o Bellis sylvestris, ou margarida-do-monte.
o Bellis annua ou margarida-menor.
* A planta da espécie Leucanthemum vulgare ou Chrysanthemum leucanthemum.
* A espécie Chrysanthemum frutescens.
* Callistephus chinensis ou Rainha-margarida.
* Tibouchina aspera, quaresmeira ou malmequer-do-campo.
Gerbera
Gerbera L., é um género de plantas herbáceas ornamentais pertencente à família das Asteraceae (ou Compostas), a mesma do girassol e das margaridas, cultivada em grandes quantidades pela sua flor muito apreciada em arranjos ornamentais e como planta decorativa de exteriores nas regiões de clima temperado de ambos os hemisférios. Em 1737 o naturalista holandês Jan Frederic Gronovius atribuiu o nome Gerbera ao género, em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão que trabalhou na Rússia. O nome vulgar gerbera, ou gérbera, é aplicado indistintamente às espécies do género e às suas flores, as quais são em geral comercializadas sob aquela designação, muitas vezes seguida de uma indicação específica ou varietal (por exemplo gerbera-do-transvaal, ou gerbera-púrpura).
Características
O género Gerbera inclui cerca de 30 espécies de plantas herbáceas perenes da família das Compostas, dotadas de folhas basais, e flores reunidas em capítulos solitários e multifloros com cerca de 10 cm de diâmetro, intensamente coloridos. O fruto é um aquénio acicular.
As espécies de Gerbera apresentam um grande capítulo, com floretas bi-labiadas de cor amarelo, laranja, branco, rosa ou vermelho. O capítulo, que aparenta ser uma única flor, é na realidade composto (daí o nome ainda utilizado para a família) por centenas de flores individuais, cuja morfologia varia de acordo com a sua posição no conjunto.
O género Gerbera tem grande interesse comercial, sendo a gerbera a quinta flor de corte mais vendida, só sendo ultrapassada em volume pela rosa, o cravo, o crisântemo e a tulipa.
A espécies deste géneros são também utilizadas como organismo experimental em estudos de floração e de desenvolvimento meristemático da flor. As gerberas contém derivados naturais da cumarina com interesse fitoquímico e de controlo biológico.
As gerberas são muito populares e muito utilizadas como plantas decorativas de exterior e para a produção de flores de corte. Os cultivares mais frequentes são os resultantes da hibridização entre a Gerbera jamesonii e a Gerbera viridifolia, outra espécie sul-africana. O híbrido é conhecido por Gerbera hybrida e dele existem alguns milhares de cultivares com grande variabilidade nas características florais, com diferentes tamanhos e formas da flor e com cores que vão do branco ao amarelo, laranja, vermelho, rosa e púrpura. Existem cultivares que produzem flores com o centro negro e com pétalas variegadas.
Origem
O género Gerbera ocorre naturalmente na América do Sul, África e na Ásia tropical. A primeira descrição botânica foi publicada por Joseph Dalton Hooker no Curtis Botanical Magazine de 1889, descrevendo a Gerbera jamesonii, uma espécie sul-africana hoje conhecida por gerbera-do-transvaal ou margarida-do-transvaal.
Lenda da margarida
Acredita-se que elas tem mais de mil anos.
Mais tarde se criou um tabuleiro de jogos, com cores alegres e margens compostas por margaridas amarelas e brancas. A Margarida tem um “olho” porque seu nome de Inglês (day eye) sugere que era destinada a cura de problemas nos olhos. Assírios também acreditavam que, se você esmagasse margaridas e misturasse com óleo você poderia colocar a mistura em seu cabelo branco e ativar a sua cor novamente.
Nos tempos anglo-saxônicos, a margarida foi utilizada como medicamento, mas exigia que se dissesse palavras magicas para torna-la eficiente. Era recomendado tambem que se adicionasse um pouco de “agua benta”.. No século XIII eram usadas para limpar feridas, febre e gota. Existe uma encantadora história sobre Rhiwallon de Myddvai filho de um pobre criador de gado e da Senhora Llyn - y - Van - Vach. Esta dama do Lago foi uma bela moça, que depois de várias aparições e desaparecimentos, no lago que foi a sua casa, ela abandonou o marido a quem ela trouxe uma grande riqueza. Seu pai, porém tinha estipulado que ela teria de retornar para o lago, se o marido a atingisse três vezes. O marido, ao longo de vários anos, deu-lhe uma bofetada com luvas e outras duas igualmente lúdicas que finalmente custaram-lhe a esposa. Um dia ela apareceu para Rhiwallon e disse que ele estava destinado a beneficiar os humanos aliviando dores e curando doenças. Ele foi um dos poucos médicos que aconselharam limpeza como uma boa maneira de evitar doenças.Sua parcialidade em favor de limpeza contribuiu para seus muitos êxitos. Seu filho seguiu - lhe na profissão, embora não fosse o menos eminente de médicos descendentes da misteriosa Lady de Llyn - yu - Van - Vach.
Útil para os médicos de Myddvai, a margarida tinha outra força de grande importância para eles. Poderia dizer - se um doente iria viver ou morrer. Pegue uma flor da margarida com vinho e dá - la ao paciente para beber: se vomitar ele vai morrer da doença, se não, ele vai viver e isso foi provado. Margaridas foram utilizadas em curas. Marguerite, a palavra francesa para margarida, é derivada de uma palavra grega que significa “pérola”. Francis chamou sua irmã Marguerite de Marguerites, Margarida de Anjou Assim fizeram a esposa de Henrique IV e Margaret Beaufort, mãe de Henrique VII. St. Louis é sabido ter tido uma margarida gravada em um anel que ele usava. Junto com ele foi uma flor-de-lis e um crucifixo. Esse anel, o rei afirmou, representava tudo o que lhe era de mais caro: a religião, a França e sua esposa, Marguerite.
Poesia
Maragaridas
Bem me quer,
mal me quer….
Ele me ama,
ele não ama…
Ele virá,
ele não virá…
Hei de ser feliz,
viverei feliz….
E as cores brancas da margarida
despetalando entre as mãos,
escorregando entremeio aos dedos
caiam mansamente no chão…
na terra nua,
na grama verde
do jardim.
Margaridas nas janelas,
brincadeira de esperança…
pétalas alvas,
sonhos buscados.
Ainda hoje….
Margaridas nas janelas,
nos prados além do infinito,
como a espera de uma mulher
para despetalar suas entranhas,
pulular pelas campinas
correndo riscos,
simplesmente… vivendo.
Bem me quer…
mal me quer…
Ele me ama….
ele não ama…
Acima de tudo amando o amor,
esperado, inesperado, comprometido.
Serei feliz…
eu sou feliz!
Marly Londero
1. manu | 23 de setembro de 2008 às 1:31 pm
bonita
2. Ariane Meireles | 15 de janeiro de 2009 às 9:42 pm
Interessante! Estava procurando informações sobre as Margaridas Africanas e encontrei muitas coisas aqui. Me surpreende que a autora coloca que sãoencontradas na Am. do Sul,África e Madagáscar…Este país está na África!!!
É uma lástima que tenhamos ainda um olhar sobre a África como se fosse um país…
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