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O Universo das Cores

Quando pensamos em cores, lembramos sobre a Teoria das Cores de Leonardo da Vinci[bb] que estão no livro Tratado da Pintura e da Paisagem[bb] - Sombra e Luz. A edição só foi publicada 132anos após sua morte, são anotações do artista ao longos dos anos.

Não podemos deixar de falar sobre a distinção das cores: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento. A Luz é imprescindível para a percepção da cor seja ela Cor-Luz ou Cor-Pigmento. A Cor-Luz é a própria cor.

Temos dois extremos de cores: o branco, ausência total de cor, ou luz pura; e o preto ausência total de luz.

As duas cores não são exatamente cores, mas características da Luz, que convencionamos chamar de cor.

Cores Primarias

Cores Primárias

O vermelho, o amarelo e o azul são chamadas cores primarias, porque são cores que iniciam o círculo cromático.

Cores Secundárias

Afinal precisamos entender que se misturarmos as cores primárias duas a duas iremos obter as cores secundárias.

Veja como se formam as seguintes cores secundárias feitas com as primarias:

Cores Secundárias

Cores Terciárias

São obtidas pela mistura de uma primaria com uma ou mais secundárias.

Na imagem abaixo fica mais fácil entender:

Cores Quentes e Frias

Cores Complementares

Para dar um efeito de maior luminosidade nas cores e fazer as sombras das figuras, usa-se colocar lado a lado, as cores complementares e contrastantes. Elas são chamadas assim porque uma não precisa da outra para a sua formação, porém elas se completam e colocadas uma ao lado da outra dá um efeito muito bonito.

É só você marcar uma cor primária, por exemplo o azul, e procurar a cor que fica no lado oposto do cromático.

A cor complementar do azul é o laranja , do vermelho é o verde e do amarelo é o violeta.

Círculo Cromático

Círculo Cromático

O círculo cromático está formado, perceba que as cores primarias ficam intercaladas com as cores secundárias. Em cada lado de uma das cores secundárias estão as cores primarias que se formam.

Cores Análogas

São cores análogas porque há nelas uma mesma cor básica. Por exemplo o amarelo-ouro e o laranja-avermelhado tem em comum a cor laranja.

São usadas para dar a sensação de uniformidade.

Criando novas cores

Pegue : Azul ultramar, Vermelho, Amarelo e Branco.

Agora misture e veja o resultado da mistura das cores:

Azul + Amarelo = Verde

Azul + Vermelho = Violeta

Vermelho + Amarelo = Laranja

Laranja + Verde = Ocre

Ocre + Amarelo = Amarelo indiano

Vermelho + Verde = Vermelho venezza

Verde + Violeta = Sombra esverdeada

Violeta + Ocre = Siena queimada

Violeta + Vermelho = Carmim

Laranja + Branco = Beje

Branco + Carmim = Laca rosa

Branco + Violeta = Violeta médio

Azul + Branco = Azul cobalto

Amarelo + Branco = Amarelo canário

Violeta + Verde + Azul = Preto

Preto + Amarelo = Verde musgo

A cor é sensação porque as cores afeta o nosso estado de espírito e nossas emoções. Algumas nos deixam felizes, outras nos fazem mergulhar na melancolia, outras relaxam, algumas distraem e outras nos dão energia.

329 comentários July 25th, 2007

Pintura em seda

A pintura em seda é fascinante, ver a tinta deslizar pelo tecido chega a ser mágico. A aprendizagem é fácil e rápida qualquer pessoa de qualquer idade pode fazer.

As tintas nacionais são de ótima qualidade. As que se fixam em 72 horas, nem precisam passar a ferro, nem usar estufa. O tempo deverá ser respeitado.

Os pinceis orientais são excelentes, dependendo de como o posiciona no tecido, ele faz traços finos como grossos. Também os de espuma, chamados mousse, são excelentes para todos os tipos de pinturas.

As guttas são utilizadas para isolar áreas a serem pintadas e também para dar acabamento em alguma área pintada. Antes de lavar qualquer trabalho com gutta, passe a ferro.

O bastidor é uma peça muito importante para a pintura em seda. Podem ser de vários tipos ou tamanhos, fixos ou reguláveis, ou ainda feito por um marceneiro. Tachinhas, percevejos nos auxiliarão para fixarmos o tecido no bastidor.

Tecidos:

Sedas de todos os tipos, crepes, voal, mousseline, algodão, veludos, cetim, lãs em metro, novelo de lã, e outros. Com exceção dos veludos, todos os tecidos devem ser pré-lavados para a retirada da goma do fabricante.

Materiais :

-pinceis de vários tamanhos, rolinhos de espuma, esponja, conta gotas, spray ou borrificador, clareador para tintas, elásticos, linha resistente, sal grosso, sal de cozinha, açúcar cristal, álcool, moedas, copos plásticos, secador de cabelo, caneta para assinar(que a tinta não sai depois de lavar).

Pintura com copos plásticos:

Em cima de uma mesa distribua os copos de boca para baixo, pode ser de vários tamanhos. Molhe o tecido ou borrife água, não deixe água em excesso. Estenda a seda em cima dos copos. Vá girando os copos provocando nervuras, gire-os até ficarem perto um do outro.

Com o conta gotas pegue a cor escolhida e vá deslizando pelo topo dos copos e pelas nervuras. Vá alternando as cores de acordo com sua criatividade.

Pode-se deixar espaços em branco, deixe secar totalmente antes de abrir o tecido. Secar naturalmente ou com o auxílio de secador.

Depois de seco pode-se aplicar gutta da cor desejada acompanhando as nervuras.

Siga as instruções que se encontram no rótulo da tinta utilizada, para a fixação e lavagem do tecido.

Flores com fios de lã ou linha:

Mergulhe o fio na tinta.

Coloque o fio em cima do tecido em forma de coração e com auxílio de dois palitos , arraste o fio sobre o tecido.

Entre uma flor e outra pinte com a cor escolhida e se desejar um outro efeito, salpique sal grosso ou açúcar, deixando secar.

Flor com moedas:

Distribua moedas de vários tamanhos no tecido e amarre com linha, fazendo “trouxinhas”. Aplique a tinta em cima do tecido onde esta a moeda , será o miolo. Depois é só pintar a volta no tom escolhido.

Deixe secar e siga as instruções que consta na embalagem.

Aplicação de sal ou açúcar:

Borrife o tecido com água.

Pinte nas cores desejadas.

Coloque sal em cima da pintura e deixe secar.

Sal grosso ou sal de cozinha eles darão efeitos diferentes. Deixar secar. Assim como o sal, o açúcar também pode ser usado no fundo do tecido.

A leveza da seda, possibilita criar, através de várias técnicas, peças únicas e originais. Descubra sua criatividade e o artista que existe em você.

49 comentários July 23rd, 2007

Papel reciclado Artesanal

                A técnica de produção artesanal foi inventada pelo chinês T’sai Lun no ano 105 d.c.  Técnica fácil,  baixo custo com aplicações variadas, desde a produção de um cartão postal ou um envelope até obras de arte.

Cortar o papel em tirinhas, deixar de molho, 24hs.

Colocar no liquidificador com água. Bater.

Na peneira colocar pequenas quantidades , deixando uniforme, camada bem fininha, deixar secar um pouco e depois sobre o jornal solta-se o papel da peneira, deixando-o secar ao sol. O papel estará pronto, deve-se tomar cuidado com sua retirada do jornal. A folha fica mais lisa se passada à ferro.

Peneira ou tela fina de arame com suporte de madeira. Essas armações podem ser redondas, quadradas ou retangulares, elas que dão o formato do seu papel.

Efeitos decorativos para seu papel reciclado, misture a polpa: linha, gaze,  fio de lã , casca de cebola ou casca de alho, chá em saquinho, pétalas de flores e outras fibras.

No liquidificador  junto com o papel picado:, papel de presente, casca de cebola ou de alho.

Com a folha ainda molhada : barbante, pedaços de cartolina e outros.

Para colorir seu papel use guache ou anilina diretamente a polpa.

Sua folha de papel com aspecto envelhecido: prepare um chá bem concentrado ou um café e aplique com algodão. Também pode-se envelhecer com betume diluído em aguarrás ou querosene. Para impermeabilizar verniz à base de água fosco.

3 comentários July 19th, 2007

Papietagem

Papier collé  (francês: o papel colado).

O pintor Cubista Georges Braque, inspirado pelo método do collagem de Pablo Picasso, inventou a técnica e usou-a primeiramente em sua pintura 1912, Fruitdish e vidro. Henri Matisse também produziu às vezes retratos neste estilo. A papietagem é uma ramificação do papel machê e consiste em colar papel sobre papel. O papel deve ser rasgado em pequenos pedaços. Sem uso de tesoura para a melhor junção das fibras.

Qualquer objeto pode ser usado como forma, ou podemos fazer de papelão, plástico, madeira até bexiga de gás.

Podemos fazer a papietagem com filtros de café usados, depois de usá-los, deixe-os secar, depois de bem secos, retire o excesso do pó usado.

Rasgue pedaços do filtro e vá colando, sobreponha partes claras e escuras. Depois de seca passe uma demão de verniz fosco.

Receita da cola caseira:

1 colher de sopa de farinha de trigo

1 xícara de chá de água

Levar ao fogo mexendo, depois de cozida pode-se acrescentar gotas de formol, vinagre ou pinho sol para maior durabilidade.

27 comentários July 19th, 2007

Papel machê

A arte do papel-machê desenvolveu-se na China, e também em regiões das antigas Pérsia e Índia.
O papel-machê na Europa foi utilizado para criar objetos decorativos primeiramente na França depois na Inglaterra. Na Itália, a massa era utilizada na execução das famosas máscaras do Carnaval, em Veneza. Na Noruega foi construída uma igreja toda em machê que durou 37 anos, já demolida.
Papel machê palavra originada do francês papier-mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado.

Receita da massa:
-meio balde de papel picado
-água
-peneira
-liquidificador, ou ralo grosso
-1 colher de sopa de vinagre
-200g de cola branca.

O papel deve ser picado e deixado de molho 24 horas com o vinagre.
Liquidificar ou ralar no ralo grosso.
Escorrer a água.
Colocar a massa em bacia acrescentando a cola.
A cola pode ser feita de farinha de trigo ou polvilho doce.

Receita da cola de polvilho doce:
1 copo de requeijão de água.
2 colheres de sopa de polvilho doce
1 colher de sopa de vinagre
Cozinhar até engrossar como mingau.
A massa deve ser usada no máximo de um dia para o outro, mas pode ser guardada em saco plástico na geladeira por meses.

Ilustração do passo-a-passo

1 - Jornais:

Jornais

2 - Jornal picado:

Jornal picado
3 - Jornal picado de molho:

Jornal picado de molho

4 - Batendo o jornal:

Batendo jornal

5 - Jornal na peneira escorrendo a água:

Jornal na peneira

6 - Colocando a massa em toalha para tirar a aguá:

Secando a massa

7 - Torcendo a massa:

Torcendo a massa

8 - Massa seca e do lado cola caseira:

Massa seca e cola

9 - Massa com a cola caseira:

Massa com cola

10 - Abrindo a massa:

Abrindo a massa

Todas as perguntas são respondidas, é só deixar email.

LUZ e PAZ!

YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=c_9OIuHiWDY

Canal  Bete Brito YouTube:

http://www.youtube.com/user/artistabbrito?feature=mhum

226 comentários July 18th, 2007

Restauração de Tela

Conforme a Carta de Viena, que rege os princípios da restauração mundial não podemos repintar uma pintura e devemos utilizar material que não afeta a pintura original. O que é muito justo porque não somos o artista original.Temos diversos solventes para usarmos nas telas que vão desde Querosene até éter e acetonas.

A restauração de uma tela é um assunto extenso, só que mais pratico do que literário. A pintura mais antiga requer mais cuidado com o solvente sempre usar o mais fraco.

Restauração é um trabalho de paciência. Começamos fazendo um teste do solvente em um cantinho da tela.

Em uma restauração mal feita devemos tirar um RaioX da tela para restituir a pintura original, com solventes fracos.

Existem métodos bem mais sofisticados como o uso de câmaras fotográficas[bb] tridimensionais, ligadas à software, limpeza a laser (como no Museu de Versailles), mas são recursos caros.

Sempre trabalhando com solventes fracos trabalharemos por vários dias e até meses para que a tinta volte ao normal.

No caso de deslocamento de pintura, ressecamento, rasgos, teremos que fazer uma reentelagem. Pode ser feito uma liga à base de cera de abelha para que possamos colar a pintura original em um novo tecido. A qualidade do tecido tem que ser o mesmo do original.

Forramos uma superfície lisa de madeira com jornal embebido em solvente. Colocamos a tela já retirada do chassis com a face pintada voltada para baixo e pregamos com tachinhas um novo tecido na área de trabalho.

Colocamos em cima a solução de cera, já aquecida, com um ferro de passar em temperatura morna, passamos sobre toda superfície para que a cera penetre a tela original.

Deixamos esfriar e podemos virar a tela. Este serviço deve ser muito bem feito , não podendo ficar com bolhas de ar e não deixar que a temperatura do ferro queime a pintura. Retiramos o excesso de cera. Depois só limpá-la e fazer os retoques.

Se houver rasgos podemos usar massa de pintura, retocando a pintura. Quando acaba o restauro a tinta muda de cor e parece que a tela foi pintada recentemente.

68 comentários July 18th, 2007

Pigmento - Tinta Natural

Por volta de 1856, William Henry Perkin, químico inglês obteve o primeiro corante sintético, quando foi diferenciada a tinta natural e artificial.

As pinturas ruprestes até o tingimento das roupas dos reis a tinta usada era a natural. Os ricos usavam roupas coloridas e os pobres roupas sem tingimento, pelos custos, as cores eram símbolos de nobreza.

Os pintores de tela tinham que preparar sua própria tinta, com raízes secas, pedras e outros materiais.

Podemos extrair cores de várias partes das plantas: raiz, caule, folhas, flores e sementes. Sendo que as cores extraídas das raízes são escuras, as dos caules médias, e as cores das flores e folhas são luminosas mas difíceis de fixar.

São instáveis, mas obtemos lindas cores de flores e frutos. As pinturas feitas com tinta vegetais são frágeis e não podem ficar ao sol.

A liquidificadas devem ser descartadas após o uso ou guardada na geladeira por alguns dias. Já as tintas vegetais de infusão no álcool podem ser guardadas por tempo indeterminado.

Alguns exemplos: urucum em pó + álcool

beterraba + álcool

cenoura + álcool

amora + água

folhas verdes + água

semente de urucum + água

As tintas feitas com terra ou argila não perdem a cor, nem mesmo sob sol forte e não apresentam problemas de conservação.

Necessita de cuidado e paciência a extração do pigmento, apesar de ser um processo simples e fácil.

A extração por peneira consiste em peneirar a amostra coletada até obter um pó fino. Este pó é o pigmento.

1 - separe toda sujeira.

2 - peneire na peneira de malha grossa.

3 - peneire novamente em outra peneira de malha mais fina.

4 - repita o processo em outra peneira mais fina.

5 - o pó obtido guarde em um vidro.

Seu pigmento esta pronto para virar tinta.

Quando formos coletar materiais , não devemos esquecer de preservar a natureza, coletando material que já esteja caído no chão. Se for necessário colher plantas vivas, devemos tomar cuidado de não retirar muitas plantas do mesmo local, porque alteramos o meio-ambiente.

A natureza apresenta algumas plantas tóxicas como espirradeira e comigo-ninguém-pode, porém a tinta natural tem menos riscos que a artificial.


74 comentários July 7th, 2007

Estilo de Pintura

Arte na Pré-História

Arte Rupestre

As primeiras obras de arte datam do período Paleolítico. Entre as obras mais antigas já encontradas estão pequenas estátuas humanas como, por exemplo, a Vênus de Willendorf. Os mais conhecidos conjuntos de pinturas em cavernas – arte rupestre estão em Altamira, na Espanha e em Lascaux, na França, onde se encontram pinturas rupestres de animais pré-históricos como: cavalos, bisões, rinocerontes.
A arte preservada por milênios permitiu que as grutas pré-históricas se constituíssem nos primeiros museus da humanidade.

Arte Mesopotâmica

Na região entre os rios Tigre e Eufrates desenvolveu-se a civilização mesopotâmica. Nesta região os povos desenvolveram uma arte que demonstra a religiosidade e o poder dos governantes.

Arte no Egito

No Antigo Egito as obras de arte possuíam um forte caráter religioso e funerário.As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides ou em papiros. Representavam o cotidiano da nobreza ou tratava de assuntos do cotidiano. Uma das características principais é o desenho chapado, de perfil e sem perspectiva artística.

Arte na Grécia Antiga

A cultura e a arte minóica desenvolveu-se na ilha de Creta. Nas pinturas dos murais as cores diversificadas mostram-se fortes e vivas.

O período clássico

Da arte grega é a época de maior expressão da arte grega.A perspectiva aparece de forma intensa nas pinturas. Os principais escultores são Miron, Policleto, Fídias, Praxíteles.

No período helenístico

Ocorre a fusão entre as artes grega e oriental. Entre as obras mais representativas deste período estão: Vitória da Samotrácia, Vênus de Milo e o Templo de Zeus.

Arte Romana do Ocidente e do Oriente (Arte Bizantina)

Com forte influência dos etruscos, a arte romana antiga seguiu os modelos e elementos artísticos e culturais dos gregos. Os afrescos da cidade de Pompéia (soterrada pelo vulcão Vesúvio). No Império Romano do Ocidente (Império Bizantino) com capital em Constantinopla, aparece a arte bizantina, sob forte influência da Grécia. Podemos destacar as pinturas, murais os manuscritos, os ícones religiosos e os mosaicos de cores fortes e brilhantes, carregados do profundo caráter religioso.

Arte Renascentista

O Renascimento Cultural

Os elementos artísticos da Antiguidade clássica voltam a servir de referência cultural e artística. São características desta época: uso da técnica de perspectiva, uso de conhecimentos científicos e matemáticos. Na pintura novas técnicas passam a serem utilizadas: uso da tinta a óleo.

Surge o estilo acadêmico com o pintor italiano Antonello da Messina.

Entre as pinturas destacam-se: O Casal Arnolfini, de Jan Van Eyck; A Alegoria da Primavera, de Sandro Boticcelli; A Virgem dos Rochedos, Monalisa e A Última Ceia de Michelangelo, Raffaelo, Brunelleshi, etc..

Maneirismo

Ao romper com as referências clássicas de idealização da beleza, o maneirismo diferencia-se por suas imagens distorcidas e alongadas.
Obras mais importantes: O Juízo Final, de Michelangelo; A Crucificação de Tintoretto; e O Enterro de Conde de Orgaz, de El Greco.

Arte Barroca

A arte barroca desta a cor e não o formato do desenho. Obras barrocas mais conhecidas: A Ceia em Emaús, de Caravaggio; As Meninas de Diego Velásquez; A Ronda Noturna, de Rebrandt e outros.

Rococó

O estilo rococó é marcado por pinturas com tons claros, com linhas curvas e arabescos. Artistas mais importantes: Jean-Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard..

Neoclassicismo

Novamente, os elementos e valores da arte clássica (grega e romana) são resgatados. O heroísmo e o civismo são temas muito explorados. Principais obras: Perseu com a Cabeça da Medusa, de Antonio Canova; O Parnaso, de Anton Raphael Mengs, A Banhista de Valpinçou, de Jean-Auguste-Dominique Ingres..

Romantismo

Subjetividade e introspecção, sentimentos e sensações são características deste período. Representante desta época o artista Francisco de Goya y Lucientes. Algumas de suas pinturas: A Família de Carlos IV, O Colosso e Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808.

Realismo

Tenta representar objetos com absoluta fidelidade, como aparecem na vida real. Principais pinturas: Enterro em Ornans, de Gustave Coubert; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Daumier; e Almoço na Relva, de Édouard Manet.

Impressionismo

Através da luz e da cor os artistas buscam atingir a realidade, omitindo detalhes com magistrais efeitos.
Obras mais conhecidas: Impressão, Nascer do Sol, de Claude Monet; A Aula de Dança de Edgard Degas; e O Almoço dos Remadores, de Auguste Renoir.

Pós-impressionismo

É o período marcado pelas experimentações individuais. As cores mais intensas são exploradas por Vicent Van Gogh com pinceladas fortes e explosivas, como em Noite Estrelada. Henri de Toulouse-Lautrec usa a técnica de litogravura.

Expressionismo

Artistas plásticos de diferentes períodos são considerados precursores do expressionismo, entre eles Goya, Van Gogh, Gauguim e James Ensor.
O expressionismo pode ser considerado como uma postura assumida em diversas formas de manifestação artística. Podemos citar alguns: Edward Munch, Emil Nolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon.

Cubismo

Este estilo rompeu com os elementos artísticos tradicionais ao apresentar diversos pontos de vista em uma mesma obra de arte. São obras representativas desta época: Lês Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque, de Georges Braque.

Abstracionismo

No abstrato predomina o sentimento e a emoção. O artista se revolta contra precisão da vida moderna, o racionalismo e a civilização, representantes foram Wassily Kandinsk e Piet Mondrian.

Dadaísmo

Revolucionário, anárquico e anticapitalista, o dadaísmo, prega o absurdo, o sarcasmo, a sátira critica. Destaca-se Hugo Ball, Hans Arp, Francis Picabia, Max Ernst e outros.

Arte Surrealista

Os artistas exploram o inconsciente e as imagens que não são controladas pela razão. O surrealismo usa associações irreais, bizarras e provocativas. Obras: Auto-Retrato com Sete Dedos, de Marc Chagall; O Carnaval do Arlequim, de Joan Miro; A Persistência da Memória, de Salvador Dali; A Traição das Imagens de Rné Magritte; e Uma Semana de Bondade, de Max Ernst.

Arte Naif

Arte Primitiva moderna

É em termos gerais, a que é produzida por artistas sem preparação acadêmica na arte que executam (o que não implica que a qualidade das suas obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área.

Oferece um mundo cheio de cor, criando um mundo para si próprio. O movimento naif iniciou-se na França com o aparecimento de Henri Rousseau.

No Brasil, o movimento naif só cresceu a partir de 1937 com pintores como Heitor dos Prazeres, Cardosinho e Silvia.

Pop Art

As historias em quadrinhos e a mídia visual e impressa são os elementos de referencia da pop art. Artistas mais conhecidos: Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Ranschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol e outros.

Arte Conceitual

Um dos meios preferidos dos artistas conceituais é a instalação, ou seja, um espaço de interação entre a obra e o espectador. Até mesmo a televisão e o vídeo são usados nas instalações.
Destacam-se os seguintes artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosuth, Daniel Buren, Sol Lê-Witt e Marcel Broodthaers, Bruce Yonemoto, Gary Hill, William Wegman , e outros.

Considerações finais

Tentei dar aos meus amigos visitantes, algumas explicações sobre as várias tendências artísticas, resumidas na verdade.

14 comentários June 19th, 2007

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