Arquivo de Artigos
Quando me propus a fazer os artigos, fiz com o propósito de ajudar, mas não achei que iria ter tantos retornos.
Muitas pessoas por não querer deixar o nome no artigo, me escrevem através da seção “Contato” que tem no site.
Estou muito feliz em estar ajudando muitas pessoas no Brasil e até fora, como Portugal e Espanha, que estão todos os dias presentes em meus artigos, com perguntas ou dizendo só um “Oi” que passaram por aqui.
Até me ligando, pois meus telefones estão no site. Quanta alegria eu sinto em ouvir a voz de um visitante do site. Fico emocionada com tanto carinho.
A Lucia Lima é um dos exemplos que cito acima, ela é Decoradora em Salvador -BA, e hoje posso até dizer que tenho mais uma amiga.
O meu muito obrigado à Lucia e à todas amigas que já fiz e farei.
Muita LUZ!
Abaixo fotos dos trabalhos de Lucia Lima, Patina Provençal e Patina com betume.
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Patina provençal - Lucia
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Patina provençal - Lucia
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mesa sem patina
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Patina com Betume -Lucia
novembro 5th, 2008

Anturio
Anturio
- Nome Científico: Anthurium andraeanum
- Nome Popular: Antúrio
- Família: Araceae
- Divisão: Angiospermae
- Origem: Colômbia
- Ciclo de Vida: Perene
Duráveis
Exótico e duradouro, o antúrio é uma das plantas mais usadas na decoração de interiores e na formação de arranjos florais. Sua inflorescência (a parte tida como flor) chega a durar até 60 dias num vaso com água, após ser retirada da planta.
Entretanto, a beleza e durabilidade da planta na composição de arranjos e decorações dependem de fatores importantes. Em locais onde a umidade do ar é baixa, a folhagem deve ser pulverizada com água, para manter seu frescor e brilho. Para o corte, a inflorescência só deve ser retirada, quando estiver totalmente formada.
A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.
Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Isso também ocorre com as flores do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima) e da primavera (Bougainvillea spectabilis), por exemplo.
Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.
Pertencente à família das Aráceas - que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical - o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom.
Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum - chamado de “paleta-de-pintor” e o Anthurium scherzeranum, conhecido como “flor-de-flamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.
Cultivo
Quem deseja cultivar antúrios, pode ficar tranqüilo: é uma planta de fácil cultivo, que não dá trabalho e nem requer muitos cuidados. O primeiro passo é escolher um local sombreado para a planta, pois o excesso de sol é prejudicial ao antúrio. Procure deixar a planta à meia-sombra, isto é em locais com boa luminosidade, mas sem que receba os raios solares diretamente.
A mistura de solo indicada para o plantio é a seguinte:
1 parte de terra comum,
1 parte de terra vegetal
2 partes de composto orgânico
Procure usar mudas bem desenvolvidas com cerca de 10 cm de altura. Se for plantar em canteiros, tente colocar as muda
sob a sombra de árvores ou arbustos grandes. Para controlar problemas com fungos nos canteiros, recomenda-se fazer
pulverizações periódicas com calda bordalesa. De resto, os cuidados são poucos:
- regas freqüentes sem encharcar;
- pulverizar as folhas com água durante o verão mais intenso;
- duas vezes ao ano, adubar com um composto orgânico;
- garantir sombra, calor e umidade
Poesia:
De vida e Antúrios
O cansaço que em mim bate não é normal.
Eu que alcei o vôo das gaivotas,
planejando a vida em forma de antúrio,
ereta, duradoura e firme,
fito-me agora diante da acomodação.
Não é assim, não pode ser assim.
Idealizei minhas cores, minhas variações,
revesti-me de couraças
para enfrentar tufões…
Queria ser antúrio,
corações em folhas, folhas em corações,
inflorescências multicores,
nervuras contrastantes.
O cansaço que me abate, não é normal.
Tomarei as rédeas do tempo,
serei antúrio: exótica, duradoura, persistente.
Envergarei e não me quebrarei nas curvas,
nas tempestades, nos solavancos.
Terei a durabilidade indescritível e nua.
Farei meu tempo, farei minha hora,
Esquecerei cansaço,
Esquecerei espaço…
Embelezarei meus momentos,
Pulverizarei a dor,
Buscarei a umidade,
Vencerei o clima.
Vou sorrir da dor.
(Marly Londero)
MUITA LUZ!
novembro 4th, 2008
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Copo de Leite-espatulado
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Flor Copos de leite
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Copo de Leite geométrico
Copo de Leite ou Calla
De folhagem brilhante, floração abundante e suavamente aromático, o copo-de-leite é também chamado de cala-branca ou lírio-do-nilo. Assim no antúrio, o que chamamos de “flor” na verdade é o conjunto formado pela espádice, que é amarela, e a espata, com 15 cm de largura e de um branco-puro, aveludado. Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng
Nome popular: copo de leite - A Zantedeschia (Copo de Leite) é uma flor da família Araceae e é originária da região sudoeste da África. Pode medir até um metro e meio de altura e suas partes são tóxicas. Possue uma belíssima folhagem e associa-se ao sagrado, simbolizando paz, inocência e pureza. O cultivo do copo de leite se dá em solo rico adubado e úmido, com boa luminosidade.
Origem: África
Porte: até 1,5m
Flores: inflorescências amarelas isoladas formadas no verão
Cultivo: Uma das maneiras de se criar novas plantas é cortar os caules que ficam embaixo da terra. Outra forma seria através da produção de sementes. Para isso é necessária a produção de frutos. O produtor deve tomar cuidado com os frutos, pois a planta passa a investir mais energia na formação deles do que nas inflorescências. A época da floração acontece entre os meses de agosto e janeiro, mas em condições de clima e solo favoráveis é possível ter flores o ano todo.
O Copo de Leite (Zantedeschia aethiopica), é uma espécie que pode ser cultivada à 1/2 sombra, ou seja, precisa de muita luz, ou a sol pleno, podendo receber sol direto por pelo menos 04 horas diárias.
O copo de leite gosta de solo úmido, geralmente deve ser regada um dia sim, um dia não.
No entanto, no seu caso, pela sua descrição, pode ser que a planta além de não estar recebendo iluminação suficiente, pode estar ainda sofrendo com excesso de água. Por isso, verifique bem estes dois itens, ok?
Quanto ao solo, cuide para que o mesmo seja rico em matéria orgânica, quando em vaso, a mistura de solo recomendada é de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico.
Solo: argiloso
Clima: ameno
Luminosidade: meia sombra
Irrigação: freqüente nas estações quentes e periódica nas épocas frias
Dificuldade de cultivo: um pouco rústica, não exige muitos cuidados
Existem duas maneiras de se cultivar o copo de leite:
1 - Produção de sementes. Para isso é necessário a produção de frutos, no qual o produtor deve tomar muito cuidado porque a planta passa a
investir mais energia na formação deles do que nas inflorescências.
A floração ocorre entre os meses de agosto e janeiro, porém em condições de clima e solo favoráveis é possível obter flores o ano todo.
2 - Cortar os caules que ficam embaixo da terra
Em canteiros o espaçamento ideal para o plantio dos bulbos é de 20cm entre as plantas.
As flores se abrem cerca de 60 a 90 dias após o plantio dos bulbos e permanecem por cerca de 30 a 40dias.
Uma das razões para o sucesso dessa planta é justamente sua durabilidade em vasos e arranjos florais.
Ideal é que seja cultivada em solos com boa drenagem, pois o excesso de umidade é muito perigoso para a planta, ocasionando o aparecimento de
Bactérias e fungos e doenças no copo de leite.
Uma bactéria do gênero Erwinea adora este tipo de ambiente e é capaz deprovocar o murchamento do bulbo, comprometendo o crescimento do copo-de-leite.
Outros inimigos naturais, são os moluscos, que também que, por viverem também de locais úmidos, acabam prejudicando o desenvolvimento da planta.
Adubação: NPK rico em P
Curiosidade: O nome popular da Zantedeschia se deve ao aspecto da espata, que é aquela estrutura de cor branca, responsável pela atração de insetos polinizadores. O ‘copo’ é, na verdade, uma inflorescência, que envolve as verdadeiras flores. Muito pequenas e em geral amarelas, elas estão presas na espádice, uma espécie de espiga que é protegida pela espata. Como toda arácea, esta planta apresenta algumas partes tóxicas e, portanto, deve ficar longe de crianças e animais. O rizoma pode servir como alimento humano, desde que muito bem cozido.
Poesia:
Contramão
Vou beber o cálice da vida, de gota em gota,
nadar em águas nebulosas e mares bravios.
Vou beber de todos os copos os sabores,
guardar na boca o sabor complexo.
Vou mergulhar de encontro às ondas,
atirar-me de cabeça esquecer o hoje.
Vou beber o leite, do copo de leite,
na minha auto-estima, saberei que é flor.
Içarei velas ao sabor dos ventos,
subirei em árvores que alcançam o céu.
Traçarei meus versos,
contra os versos seus.
Cantarei meu canto,
no contralto seu.
Na contramão do mundo seguirei em frente,
chegarei enfim, ao ápice pleno?
Vou beber o leite, do copo de leite,
seja ele flor,
seja lá o que for…
(Marly Londero)
Muita Luz e Paz!
agosto 13th, 2008
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Campo de Tulipas
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Campo de Tulipas
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Tulipas Vermelhas
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Tulipas cor de rosa
TULIPA
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Tulipa
Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste ereta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.
Muita gente pensa que as tulipas são originárias da Holanda, tamanha a associação existente entre elas e este país. Entretanto, segundo a maioria das referências, as tulipas, na verdade, são turcas e foram levadas para a Holanda por volta de 1560, depois que o botânico Conrad von Gesner as catalogou em 1559, usando bulbos originais coletados em Constantinopla, atual Istambul. O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra mesmo um turbante). Outras referências defendem que as tulipas são originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e Pérsia.
Na hora de adquirir um vaso de tulipas, prefira aquele com as flores ainda em botão. Dessa forma, você terá as belas tulipas por mais tempo. Mantenha o vaso em local fresco, com boa luminosidade, mas longe de ventos e do sol forte. Outra dica interessante é colocar 1 ou 2 pedras de gelo, pela manhã e à tarde, sobre o substrato (mistura de terra) do vaso, todos os dias. Assim podemos diminuir o excesso de calor.
No clima brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez. O processo é demorado e um tanto complicado, mas para quem gosta de jardinagem, pode ser um desafio compensador:
1. Quando as flores da primeira floração murcharem, corte-as, inclusive as folhas. Retire os bulbos da terra, limpe-os levemente com uma escova macia e mantenha-os em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem deixar que se molhem.
2. Passado esse período, plante-os num vasinho plástico com terra vegetal umedecida, sem estar encharcada. Embrulhe o vasinho num plástico e coloque-o no congelador da geladeira durante uns 6 meses (temperatura ideal entre 2 e 5 graus C).
3. Passado esse tempo, é hora de tirar o vasinho da geladeira e levá-lo para um local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, lembrando de manter a terra sempre úmida.
4. Depois disso, o vasinho deve voltar ao congelador, novamente embrulhado em plástico, onde vai permanecer por mais 6 meses.
5. Agora é hora de levar o vaso para um local iluminado. Se tudo der certo, a tulipa estará florida no período de trinta a cinqüenta dias.
Todo esse processo tem como objetivo simular as condições climáticas existentes no habitat natural das tulipas e que estimulam os bulbos a rebrotarem.
A Fazenda Terra Viva Schoenmaker (Holambra/SP) começou a produzir tulipas comercialmente no Brasil em 1988. Os bulbos são trazidos da Holanda e ao chegar por aqui são mantidos em câmaras, onde passam pelo tratamento adequado para controlar a temperatura, até que comecem a enraizar. A partir de março começam a ser retiradas as caixas da câmara para a produção propriamente dita. Inicia a fase 2, com as tulipas entrando em fase de crescimento, quando são fornecidas luz e adubação adequadas para garantir seu bom desenvolvimento. Na fase 3 as tulipas estão prontas para serem colocadas em vasos ou para o corte (no caso de flores de corte). Só então, vão para os pontos de venda.
Segundo Simone Schoenmaker, gerente de produção de flores e bulbos da empresa, em 2001 foram vendidos aproximadamente 130 mil vasos de tulipas e em 2002 projetou-se a venda de 250 mil. Os vasos, oferecidos em dois tamanhos (um com 3 bulbos e o Premium, com 5 bulbos) representam 2/3 da produção. O restante é de produção de tulipas de corte, utilizadas principalmente em arranjos e buquês de noivas. “Cerca de 90% das tulipas em vaso são da variedade vermelha, já na produção de corte, a maioria é branca, em torno de 35%”, explica Simone. As outras variedades de tulipas de corte são produzidas na seguinte proporção: 20% laranjas; 20% amarelas; 20% vermelhas; 5% outras cores, como rosa e lilás.
Dois novos produtos estão sendo lançados pela fazenda Terra Viva, produtora das flores de Holambra: vasos com tulipas Master e Little. Os vasos Master vêm com sete hastes e um botão grande de tulipa cada, com flores brancas, amarelas, laranjas e vermelhas. Os vasos Little possuem cinco hastes principais, com mais de um botão cada, totalizando cerca de doze flores por vaso, somente na cor vermelha.
O aumento da demanda por tulipas no mercado de flores é creditado às novas variedades de cores diversas e à melhor adaptação ao nosso clima, o que lhes garante mais beleza e durabilidade. “Testamos novas variedades que podem durar até 10 dias, dependendo da época do ano e da região, esclarece Simone. O calor acelera o desabrochar da flor, e quanto maior o frio, mais tempo de vida possui. Normalmente, um vaso de tulipa sobrevive de 5 dias a uma semana.
Poesia
Do ontem
As tulipas que me destes?
- Murcharam!
Integraram-se ao tempo,
dissolveram-se como as promessas
esvaíram-se como as lágrimas.
Tulipas e declaração de amor,
evaporaram-se no ar
como tua presença que reclamei.
Tu foste um raio a cruzar meu céu,
eu fui cometa a riscar tua vida.
Tu foste lâmpada que clareou a noite
eu fui sol que iluminou seu dia.
Caminhas agora por estradas outras,
vago agora por espaço além.
Amaste outras,
outros amei.
Restaram lembranças secretas,
palavras não ditas,
tulipas murchas sobre nossas vidas.
(Marly Londero)
Muita Paz e muita Luz!
agosto 13th, 2008

Strelitzia
Estrelítzia: a ave-do-paraíso
Ela é considerada a flor-símbolo de Los Angeles: é a strelitzia ‚ uma flor colorida e de longa duração, cujo formato lembra uma vivaz e colorida ave.
Popularmente, ela é mais conhecida como “ave-do-paraíso”, apesar de receber também outros nomes, dependendo da região, mas seu nome botânico é Strelitzia reginae. Segundo se sabe, o nome ’strelitzia’ foi escolhido em homenagem à rainha Charlotte Sophia, duquesa de Mecklenburg Strelitz e esposa do rei George III, da Inglaterra.
Nos jardins, a strelitzia faz muito sucesso, formando vistosos maciços sobre os gramados, mas é na composição de arranjos e decorações florais que ela mostra a sua maior glória: suas flores, belas e exóticas, dão um show de durabilidade, colorido e versatilidade.
Parente próxima da helicônia e da bananeira, a strelitzia apresenta folhagem exuberante, de coloração verde-escuro, que contrasta com as nervuras centrais das folhas, de tom avermelhado. Já as flores, um verdadeiro trabalho artístico da natureza, são protegidas por uma bráctea, em forma de barca, com colorações que variam do vermelho ao azul-violeta. As seis pétalas das flores formam dois grupos de três: as externas são ligeiramente lanceoladas e de cor alaranjada e, as três mais internas possuem o formato de uma flecha e apresentam tons de azul-metálico.
O resultado é um efeito exótico, elegante e extremamente belo, que tem o seu objetivo: a natureza cria estas composições de formas e cores, num esforço para atrair agentes polinizadores e, neste caso, são os beija-flores os visitantes mais freqüentes, em busca do néctar da strelitzia.
Outras espécies
O gênero Strelitzia pertence à família das Musáceas e compreende inúmeras espécies, todas originárias da África do Sul e introduzidas na Europa em 1770, de onde se disseminaram por todo o mundo. A espécie mais cultivada é a Strelitzia reginae, popularmente conhecida como estrelícia, rainha-do-paraíso, bico-de-tucano, flor-do-paraíso, flor-da-rainha, ave-do-paraíso ou bananeirinha-do-jardim. Trata-se de uma planta muito decorativa e, em razão de sua grande durabilidade, é bastante difundida tanto como flor de corte como para o plantio em jardins. Existem também outras espécies, como a Strelitzia alba, de flores brancas e a Strelitzia caudata, de coloração azulada.
De um modo geral, as strelitzias são de fácil cultivo e requerem poucos cuidados, sendo de grande utilidade para a composição de arranjos florais e decoração de ambientes, pois dificilmente são atacadas por problemas que possam danificar suas pétalas e folhas.
Como cultivar
A Strelitzia reginae é uma planta herbácea perene que produz flores quase o ano inteiro, desde que cultivada sob sol luz solar plena. Sua propagação se dá por meio de sementes ou divisão de touceiras. Cultive-a em solo argiloso (2 partes de terra comum de jardim, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia. A planta gosta de água mas não de solo encharcado. Em geral, pode-se regar duas vezes por semana. Em época seca, deve-se observar a superfície e regar sempre que apresentar-se seca.
Poesia
Voar é preciso
Meu mundo desencontrado
eu perdida.
Ambulantes,
navegantes de um céu com strelizias…
Irmanados solitários em remotas buscas
do próprio ser, qualquer ser…
Alço o vôo incerto e tresloucado
de uma ave do paraíso,
que amou em demasia,
esperou pelo indescritível,
não olhou ao redor.
O paraíso estava ali..
Dentro do peito,
arraigado na alma,
ao alcance dos dedos.
Buscar ao longe e não ver o perto.
Sonhar … meu mundo, meu eu…
Seremos todos insanos construtores do nada?
Voar ainda é preciso!
Além da porta lacrada deve estar o arco íris,
contendo um pote de ouro em seu final,
terá que ali morar a estrela cintilante do elo perdido,
razão do meu caminhar.
Voar ainda é preciso…
Marly Londero
agosto 13th, 2008

Campo de Margaridas

Margaridas Brancas
Margarida é o nome popular comum a uma grande variedade de plantas (e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de “margarida” qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.
Em termos mais específicos, contudo, podemos considerar:
* Qualquer planta do género Bellis, da família das Compostas, das quais se destaca:
o Bellis perennis, bonina ou Bela-margarida.
o Bellis sylvestris, ou margarida-do-monte.
o Bellis annua ou margarida-menor.
* A planta da espécie Leucanthemum vulgare ou Chrysanthemum leucanthemum.
* A espécie Chrysanthemum frutescens.
* Callistephus chinensis ou Rainha-margarida.
* Tibouchina aspera, quaresmeira ou malmequer-do-campo.
Gerbera
Gerbera L., é um género de plantas herbáceas ornamentais pertencente à família das Asteraceae (ou Compostas), a mesma do girassol e das margaridas, cultivada em grandes quantidades pela sua flor muito apreciada em arranjos ornamentais e como planta decorativa de exteriores nas regiões de clima temperado de ambos os hemisférios. Em 1737 o naturalista holandês Jan Frederic Gronovius atribuiu o nome Gerbera ao género, em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão que trabalhou na Rússia. O nome vulgar gerbera, ou gérbera, é aplicado indistintamente às espécies do género e às suas flores, as quais são em geral comercializadas sob aquela designação, muitas vezes seguida de uma indicação específica ou varietal (por exemplo gerbera-do-transvaal, ou gerbera-púrpura).
Características
O género Gerbera inclui cerca de 30 espécies de plantas herbáceas perenes da família das Compostas, dotadas de folhas basais, e flores reunidas em capítulos solitários e multifloros com cerca de 10 cm de diâmetro, intensamente coloridos. O fruto é um aquénio acicular.
As espécies de Gerbera apresentam um grande capítulo, com floretas bi-labiadas de cor amarelo, laranja, branco, rosa ou vermelho. O capítulo, que aparenta ser uma única flor, é na realidade composto (daí o nome ainda utilizado para a família) por centenas de flores individuais, cuja morfologia varia de acordo com a sua posição no conjunto.
O género Gerbera tem grande interesse comercial, sendo a gerbera a quinta flor de corte mais vendida, só sendo ultrapassada em volume pela rosa, o cravo, o crisântemo e a tulipa.
A espécies deste géneros são também utilizadas como organismo experimental em estudos de floração e de desenvolvimento meristemático da flor. As gerberas contém derivados naturais da cumarina com interesse fitoquímico e de controlo biológico.
As gerberas são muito populares e muito utilizadas como plantas decorativas de exterior e para a produção de flores de corte. Os cultivares mais frequentes são os resultantes da hibridização entre a Gerbera jamesonii e a Gerbera viridifolia, outra espécie sul-africana. O híbrido é conhecido por Gerbera hybrida e dele existem alguns milhares de cultivares com grande variabilidade nas características florais, com diferentes tamanhos e formas da flor e com cores que vão do branco ao amarelo, laranja, vermelho, rosa e púrpura. Existem cultivares que produzem flores com o centro negro e com pétalas variegadas.
Origem
O género Gerbera ocorre naturalmente na América do Sul, África, Madagáscar e na Ásia tropical. A primeira descrição botânica foi publicada por Joseph Dalton Hooker no Curtis Botanical Magazine de 1889, descrevendo a Gerbera jamesonii, uma espécie sul-africana hoje conhecida por gerbera-do-transvaal ou margarida-do-transvaal.
Lenda da margarida
Acredita-se que elas tem mais de mil anos.
Mais tarde se criou um tabuleiro de jogos, com cores alegres e margens compostas por margaridas amarelas e brancas. A Margarida tem um “olho” porque seu nome de Inglês (day eye) sugere que era destinada a cura de problemas nos olhos. Assírios também acreditavam que, se você esmagasse margaridas e misturasse com óleo você poderia colocar a mistura em seu cabelo branco e ativar a sua cor novamente.
Nos tempos anglo-saxônicos, a margarida foi utilizada como medicamento, mas exigia que se dissesse palavras magicas para torna-la eficiente. Era recomendado tambem que se adicionasse um pouco de “agua benta”.. No século XIII eram usadas para limpar feridas, febre e gota. Existe uma encantadora história sobre Rhiwallon de Myddvai filho de um pobre criador de gado e da Senhora Llyn - y - Van - Vach. Esta dama do Lago foi uma bela moça, que depois de várias aparições e desaparecimentos, no lago que foi a sua casa, ela abandonou o marido a quem ela trouxe uma grande riqueza. Seu pai, porém tinha estipulado que ela teria de retornar para o lago, se o marido a atingisse três vezes. O marido, ao longo de vários anos, deu-lhe uma bofetada com luvas e outras duas igualmente lúdicas que finalmente custaram-lhe a esposa. Um dia ela apareceu para Rhiwallon e disse que ele estava destinado a beneficiar os humanos aliviando dores e curando doenças. Ele foi um dos poucos médicos que aconselharam limpeza como uma boa maneira de evitar doenças.Sua parcialidade em favor de limpeza contribuiu para seus muitos êxitos. Seu filho seguiu - lhe na profissão, embora não fosse o menos eminente de médicos descendentes da misteriosa Lady de Llyn - yu - Van - Vach.
Útil para os médicos de Myddvai, a margarida tinha outra força de grande importância para eles. Poderia dizer - se um doente iria viver ou morrer. Pegue uma flor da margarida com vinho e dá - la ao paciente para beber: se vomitar ele vai morrer da doença, se não, ele vai viver e isso foi provado. Margaridas foram utilizadas em curas. Marguerite, a palavra francesa para margarida, é derivada de uma palavra grega que significa “pérola”. Francis chamou sua irmã Marguerite de Marguerites, Margarida de Anjou Assim fizeram a esposa de Henrique IV e Margaret Beaufort, mãe de Henrique VII. St. Louis é sabido ter tido uma margarida gravada em um anel que ele usava. Junto com ele foi uma flor-de-lis e um crucifixo. Esse anel, o rei afirmou, representava tudo o que lhe era de mais caro: a religião, a França e sua esposa, Marguerite.
Poesia
Maragaridas
Bem me quer,
mal me quer….
Ele me ama,
ele não ama…
Ele virá,
ele não virá…
Hei de ser feliz,
viverei feliz….
E as cores brancas da margarida
despetalando entre as mãos,
escorregando entremeio aos dedos
caiam mansamente no chão…
na terra nua,
na grama verde
do jardim.
Margaridas nas janelas,
brincadeira de esperança…
pétalas alvas,
sonhos buscados.
Ainda hoje….
Margaridas nas janelas,
nos prados além do infinito,
como a espera de uma mulher
para despetalar suas entranhas,
pulular pelas campinas
correndo riscos,
simplesmente… vivendo.
Bem me quer…
mal me quer…
Ele me ama….
ele não ama…
Acima de tudo amando o amor,
esperado, inesperado, comprometido.
Serei feliz…
eu sou feliz!
Marly Londero
julho 22nd, 2008
Papoula


Nome científico: Papaver somniferum
Família: Papaveráceas
Origem: Ásia
Floração: verão
Propagação: por sementes
Mistura de solo ideal para cultivo: rica em matéria orgânica, pode-se usar uma mistura de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico
Luminosidade: precisa de muita luz, o ideal é que receba luz solar direta apenas nos horários mais amenos do dia (pela manhã ou à tarde)
Clima ideal: ameno
Regas: deve ser regada regularmente, mas o solo não deve nunca ficar encharcado.
A papoula é uma planta da Família das Papaveráceas, também conhecida como dormideira. É uma herbácea anual que apresenta propriedades alimentares, oleaginosas e medicinais. A planta apresenta um caule alto e ramificado, com folhas sésseis e ovaladas. As flores são grandes, brancas, rosas, violáceas ou vermelhas, e o fruto é uma cápsula. Por toda a planta circula um látex branco. Todas as partes da papoula são consideradas venenosas, com exceção das sementes maduras.
O ópio é retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (em grego, refere-se a suco), que contém cerca de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no ópio.
Os nomes relacionados à papoula são bem sugestivos O nome científico da planta “somniferum” (relacionado a sono) e a origem do nome “morfina” (relacionada ao deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos) nos levam a compreender os efeitos que o ópio e a morfina podem produzir: são depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina.
Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.
Em alguns lugares do mundo o cultivo da papoula é permitido. É o caso da Tasmânia e da Tailândia. Lá, os membros do grupo dos Hmong (oriundos da China) cultivam a papoula e usam uma parte da flor para suas cerimônias religiosas. O governo da Tailândia lhes deu permissão especial para cultivar esta planta. Entretanto, se algum membro da tribo é encontrado fora da comunidade com a papoula, é detido imediatamente, o que gera conseqüências para toda a comunidade.
Poesia
Odores de Papoulas
Odores no ar
cores nos olhos
Estrada sem fim.
jardim na estrada,
Você no caminho
eu na encruzilhada…
Papoulas e cheiros…
Lembranças nebulosas
via dupla a optar…
Escorreu pelo tempo
caminho, encruzilhada,
você e eu… nós.
Somente há papoulas multicores
fazendo presente o passado.
Havia uma escolha,
havia opções.
Restaram cheiros e cores,
jardins embelezando o hoje.
Feliz escolha…
Paixão passada… vívida
Vivida.
Além dos jardins,
viver … seguir… re-apaixonar
hoje, sempre.
Marly Londero
Muita Luz!
junho 13th, 2008
Hortênsia

* Nome científico
: Hydrangea macrophylla
* Sinonímia: Viburnum macrophyllum
* Nome Popular: Hortênsia, hortência, rosa-do-japão, hidrângea
* Família: Saxifragaceae
* Divisão: Angiospermae
* Origem: China e Japão
* Ciclo de Vida: Perene
A hortênsia é a flor símbolo do município de Gramado, conhecida cidade da serra gaúcha.
A hortênsia é um arbusto semi-lenhoso, de ocorrência comum na China e no Japão. Atinge altura entre 1,0 a 2,5 m e produz cachos de flores de cores variadas( vermelha, rosa, azul, roxo e branco), dependendo do pH do solo. Os cachos brotam no meio das folhas, que são verde escuras, grandes, denteadas, brilhantes e coriáceas, e permanecem floridos durante mais ou menos 6 semanas.
Existem muitas variedades, e de um modo geral, se desenvolvem em locais sob luz indireta, com temperatura entre 12 e 21 0C, e em solo fértil, de boa drenagem e que deve ser irrigado sempre que necessário.
Propagação: é realizada através de estacas, obtidas a partir de ramos sadios, geralmente após o florescimento.
Preparo das estacas: as estacas são pedaços de aproximadamente 20 cm, cortados de ramos com diâmetro em torno de 1 a 1,5 cm. O corte da base é feito em bisel, abaixo de um nó ou gema e o da ponta também acima de um nó; tem se o cuidado de retirar as folhas da base deixando-se somente 2 ou 3 da parte superior. São colocadas para enraizar em estufas, local telado ou em canteiros a pleno sol.
Substrato de enraizamento: pode-se utilizar uma mistura de 2/3 de terra vegetal e 1/3 de areia fina, onde serão fixadas as estacas de maneira que as folhas fiquem expostas. Após 30-90 dias as estacas estarão com brotos, realizando-se então o transplante para recipientes individuais ou canteiros.
Preparo do canteiro: deve ser preparado com antecedência, revolvendo-o e acrescentando uma mistura de esterco bem curtido e fertilizante, na proporção de 2,5 kg para cada 30 m2.
A Planta
Planta rústica que exige poucos cuidados. Pertence à família das Saxifragáceas e é um arbusto. Usa-se como bordadura e maciço. Tem origem no Japão e China, na Ásia. Atingem até dois metros de altura. Propagam-se no verão através da estaquia da ponta de ramos.
Flores
São agrupadas em hastes florais e florescem na primavera e verão. São predominantemente azuis.
Tipo de Folha
Oval.
Ambiente e Cultivo
São plantadas em jardins. Gostam de clima ameno e de solo arenoso e rico em matéria orgânica. É preciso rega trê veies por semana nos meses quentes uma vez por semana nos meses frios. Preferem sol pleno em locais frios e meia sombra em locais quentes. É bom poda-as anualmente para a sua renovação.
Adubação
Adubar uma vez por ano com farinha de osso, farinha de Peixe ou torta de algodão. Usar fosforita, superfosfato e termofosfato ou NPK rico em P.
Poesia:
Resquícios
Amei-te como se ama uma hortência,
miríades de cores,
caule ereto,
cortando os ares,
trilhando caminhos que levam além.
Amei-te com cores vivas, azuis, rosas, brancas…
como de uma hortência.
Percorri vielas e becos,
desagüei em riacho calmo,
tornei-me pororoca em mar bravio.
Amei-te com sonhos tresloucados,
destruindo-me no percurso.
Amei-te com o esplendor raro e calmo,
enrosquei-me na explosão do caos.
E …
Apesar de tanto amor,
as cores esmaeceram-se….
evaporaram-se nas brumas da vida.
Restando apenas, tão somente,
o suave perfume pairando no ar,
amado, ido, perdido… olvidado.
(Marly Londero)
Multicores
Entremeios de hortências, cores no ar.
Vida pulsante nas células dormentes,
caminhos que se fazem ao ultrapassar.
Multicores de ilusões,
esperanças pululantes.
Ir em frente, buscar.
Pedaços de ontem,
anseios de amanhã,
luta pelo hoje.
Caminhos de hortências…
reminiscências de,
castelos erguidos,
trilhas pecorridas,
obrigação de seguir…
Amores vieram,
Amores passaram,
Amores que são.
Paixões vívidas,
Paixões adormecidas,
Paixões que impulsionam.
Cores em multicores,
hortências..
Frescor de dias idos,
Fulgor do agora.
Quem sou eu neste emaranhado?
Que resta de mim neste entrelaço?
Lucidez tênue do alvorecer,
etéreo lusco-fusco do entardecer?
Tão somente sou.
E.. basta.
(Marly Londero)
Muita LUZ!
maio 6th, 2008

Lírios: os símbolos da pureza
O lírio é originário da Europa, Ásia e América do Norte. Algumas espécies são nativas dos trópicos, de regiões com altitude elevada. Porém, todas as espécies existentes hoje são originárias de vários cruzamentos entre si, dando origem a inúmeras variedades e cores: são os chamados lírios hibridos. Os lírios pertencem à família das Liliáceas e os principais grupos são:
Lírios Orientais - caracterizados pelos que apresentam mais perfume e flores grandes;
Lírios Asiáticos - com flores menores, quase sem perfume, mas com cores fortes e bem variadas;
Lírio longuiflorum - de flor grande, na cor branca e creme.
Com exceção do Lírio longuiflorum, os outros dois grupos apresentam tanto variedades para vaso como para corte, usadas na confecção de arranjos. No grupo dos Asiáticos encontramos o Orange Pixie e no grupo dos Orientais, estão o Muscadet e Mona Liza. Os lírios são plantas de bulbo, assim como a tulipa, o amaryllis e até mesmo a nossa conhecida cebola. Eles emitem um único broto por bulbo, de onde saem as folhas e as flores.
Lírio-do-amazonas - Eucharis x grandiflora, Eucharis amazonica. Também conhecido como Estrela Dalva, Estrela de Belém ou Estrela da Anunciação - espécie largamente cultivada no mundo inteiro;
Lírio-da-chuva - Zephyranthes rosea, Zephyranthes candida, Zephyranthes grandiflora… - todas largamente cultivadas no mundo inteiro;
Lírio-tigrado e várias outras espécies de lírios.
Como cuidar do seu vaso de lírio
O lírio em vaso requer um local com boa iluminação, evitando o sol nas horas mais quentes do dia. Não deixe o substrato (a terra do vaso) secar completamente, molhando sempre que necessário, até que água saia pelos furos de drenagem do vaso; mas evite que a água se acumule no pratinho. Para fazer com que o lírio em vaso floresça novamente, o procedimento é complicado e não é garantido o sucesso. Quem desejar tentar, deve seguir uma série de passos:
1. Após a morte das flores, continue regando o lírio por mais 3 meses, depois pare de colocar água e espere que as hastes sequem completamente;
2. Uma vez que as hastes estejam secas, retire os bulbos do vaso, coloque-os em um saco plástico perfurado, preenchido com material inerte (perlita, por exemplo) úmido. Coloque este saco plástico com os bulbos na parte menos fria da sua geladeira (onde são colocadas as verduras) e deixe lá por cerca de 4 meses. Cuide para manter os bulbos úmidos. Evite choque entre os bulbos e também o choque dos bulbos com outros objetos, pois há perigo de machucar os bulbos e os ferimentos são portas para a entrada de doenças.
3. Passados os 4 meses, retire os bulbos da geladeira de plante-os. Deixe nos primeiros 10 dias em local bem fresco e arejado. Quando os brotos estiverem surgindo, leve o vaso para um local bem iluminado. Regue sempre que a terra estiver seca.
4. Se tudo der certo, entre 2 e 3 meses os bulbos florescerão.
O lírio no mercado de flores
Algumas características do mercado de flores favorecem o comércio de lírios em vaso no Brasil: a maior demanda por flores de vaso em geral (e conseqüente queda da procura por flores de corte) por causa da dengue; a existência de novas espécies próprias para vasos (com tamanho menor) e, finalmente, o preço mais acessível do produto, resultado do grande volume de produção. A empresa é responsável pela produção e venda das duas espécies mais procuradas de lírios: a Orange Pixie (alaranjada) e a Muscadet (branca). Cada vaso possui três bulbos que produzem de 5 a 15 flores, em potes de 15 cm de diâmetro.A variedade Orange Pixie é mais abundante. As plantas de vaso atingem cerca de 30 a 40 cm de altura.
Apesar do preço mais acessível, o lírio ainda é considerado um produto nobre e elitizado, que exige cuidados especiais de produção. A Terra Viva produz lírios em uma unidade da empresa instalada em Tapira, região de Araxá, sudoeste de Minas Gerais, com excelente qualidade, por aproveitar o clima e topografia favoráveis do local. Na região, tanto o inverno como o verão são mais amenos que no interior paulista, favorecendo uma produção contínua e melhorada. Cerca de 70% dos bulbos são importados da Holanda e 30% são produzidos em Araxá. Para bulbos de vaso a importação corresponde a 90% do total produzido pela empresa. “São plantas especiais, de clima frio, que necessitam um período de dormência. As variedades de vaso são geneticamente mais curtas, enquanto as de corte possuem maior diversidade e hastes mais longas, de até um metro de altura”, calculando que o mercado brasileiro atualmente consome quatro milhões de bulbos por ano.
Curiosidades sobre o lírio
O lírio sempre foi visto como o símbolo da pureza e é uma das flores mais antigas do mundo. Pode ser encontrado em pinturas nas paredes dos palácios da Grécia Antiga, onde era dedicado à Hera.
O lírio é relacionado à Virgem Maria, em homenagem à sua pureza e, talvez por esse motivo, seja muito usado em buquês de noiva e em festas religiosas.
Na alquimia, fabricava-se um perfume mágico a partir desta flor, que era usado para queimar no recinto onde se realizavam ritualísticas. Também existia uma crença que a flor ajudava a reconciliar os amantes: um pedaço do seu bulbo teria o poder de reaproximar os namorados que romperam as relações.
Narra a mitologia, que a conselho de Minerva, Juno deu seu seio a Hércules, que havia sido abandonado no campo por Alcmene, sua mãe. O jovem herói teria sugado o seio com tanta força, que o leite esguichou em grande quantidade. As gotas que se espalharam no céu formaram a Via Láctea e as que caíram na terra transformaram-se em lírios.
Outra curiosidade sobre esta flor é que no século XVII, o lírio era usado para decorar igrejas em homenagem à Virgem Maria, como símbolo de sua virgindade. Antes, porém, retiravam do lírio os órgãos masculinos e femininos (estames e pistilos), pois só assim a flor seria “verdadeiramente virgem”.
O lírio está incluído numa antiga lista de plantas consideradas mágicas, que teriam o poder de proteger contra bruxaria: dentro de casa, transformaria as más vibrações, e no jardim, funcionaria como uma barreira contra malefícios.
Existem mais de 100 espécies do gênero Lilium, inclusive:
o Lilium henrici
o Lilium henryi
o Lilium huidongense
o Lilium humboldtii
o Lilium iridollae
o Lilium jankae
o Lilium jinfushanense
o Lilium kelleyanum
o Lilium kelloggii
o Lilium lancifolium (sin. L. tigrinum)
o Lilium lankongense
o Lilium ledebourii
o Lilium leichtlinii
o Lilium leucanthum
o Lilium lijiangense
o Lilium longiflorum
o Lilium lophophorum
o Lilium maritimum
o Lilium martagon
o Lilium matangense
o Lilium medeoloides
o Lilium medogense
o Lilium michauxii
o Lilium monadelphum
o Lilium nanum
o Lilium neilgherrense
o Lilium nepalense
o Lilium occidentale
o Lilium oxypetalum
o Lilium papilliferum
o Lilium paradoxum
o Lilium pardalinum
o Lilium parryi
o Lilium parvum
o Lilium philadelphicum
o Lilium pinifolium
o Lilium pomponium
o Lilium primulinum
o Lilium pumilum
o Lilium pyrenaicum
o Lilium pyrophilum
o Lilium regale
o Lilium rhodopaeum
o Lilium rosthornii
o Lilium rubescens
o Lilium saccatum
o Lilium sargentiae
o Lilium sempervivoideum
o Lilium sherriffiae
o Lilium souliei
o Lilium speciosum
o Lilium stewartianum
o Lilium sulphureum
o Lilium superbum
o Lilium taliense
o Lilium tianschanicum
o Lilium tsingtauense
o Lilium wallichianum
o Lilium wardii
o Lilium washingtonianum
o Lilium wenshanense
o Lilium xanthellum
o Lilium heldreichii
Muita Luz!
Poesia
Lírios
Nos prados verdes haviam lírios.
Pululavam pelas campinas,
Embalando sonhos de menina,
enfeitando mesas ao jantar.
Nas sacadas das janelas moravam lírios.
Velavam namorados, amantes,
perfumavam noite enluarada.
Nas entrelinhas da vida,
coabitavam lírios e mulher.
Caminhos traçados, entrelaçados,
encruzilhados.
Mãos estendidas carregavam lírios,
vermelhos, azuis, brancos, rosas, amarelos….
Nas miríades de estrelas replicavam suas luzes.
Lírios que moldavam o todo,
buscando o complexo de ser,
de realizar,
de ir além.
Lírios…
Na imensidão,
no vácuo,
no íntimo.
Lírios que prediziam
para trilhar e seguir.
Encontrando na seqüência, a meta final.
Marly Londero (abril 2008)
abril 22nd, 2008
Orquídea
As orquídeas pertencem à ordem Asparagales, à família Orchidaceae. Alguns autores definem como a maior de todas as familias botânicas, com números de espécies estimados entre 25000 e 40000. Mas um consenso geral é de que se trata da maior família botânica dentre asmonocotiledôneas. Esses imponentes números desconsideram a enorme quantidade de híbridos e variedades produzidos por orquidicultores todos os anos. A quantidade de gêneros conhecidos também é surpreendente, superando a marca dos 700.
A família Orchidaceae subdivide-se em 5 subfamílias (números estimados de gêneros e espécies pelo Phylogeny Group):
- Apostasioideae - 2 gêneros e 16 espécies do Sudeste Asiatico;
- Cypripedioideae - 5 gêneros e 130 espécies das regiões temperadas do mundo, poucas na America Tropical;
- Vanilloideae - 15 gêneros e 180 espécies na faixa tropical e subtropical úmida do globo, e leste dos Estados Unidos;
- Orchidoideae- 208 gêneros e 3630 espécies distribuídas em todo mundo, exceto nos desertos mais secos, no círculo Artico e na Antartida;
- Epidendroideae - mais de 500 gêneros e cerca de 20000 espécies distribuídas sobre as mesmas regiões de Orchidoidea, embora hajam algumas espécies subterrâneas no deserto australiano.
As espécies de orquídeas são um desafio para os teóricos em Biologia, no que diz respeito ao próprio conceito de especie. Há muitas orquídeas, com características marcantemente próprias e diferentes de outras “espécies” que, quando postas em contato com estas outras, podem efetuar cruzamentos e produzir híbridos férteis. Estes híbridos ainda podem ser cruzados com outras espécies, e produzir novas gerações de híbridos férteis. Há híbridos entre espécies, e até mesmo entre gêneros. Há híbridos obtidos através do cruzamento de várias gerações de híbridos de 4 ou mais gêneros distintos. Este fenômeno é um dos trunfos dos orquidicultores, que podem “misturar” suas espécies e obter uma combinação quase infinita de novas formas e cores, mas também pode ocorrer naturalmente. É possível que várias “espécies” classificadas pelos botânicos sejam, na verdade, híbridos naturais há muito estabelecidos na natureza.
Esta confusão certamente influencia nas flutuações do número de espécies de Orchidaceae mencionados acima, uma vez que não há sequer um consenso do que seria exatamente uma espécie de orquídea.
Hábito
De maneira geral as orquídeas compartilham características exclusivas marcantes. São normalmente ervas epifitas, terrestres, litofitas, psamofitas, saprofitas ou raramente aquáticas, freqüentemente rizomatosas , com raízes robustas cobertas por um tecido esponjoso chamado velame.
Folhas
As folhas apresentam morfologia variada, mas são quase sempre alternas e dísticas. O caule pode muitas vezes se apresentar comprimido verticalmente e espessado, e é a isso que chamam pseudobulbo.
Flores
As inflorencias podem ter de uma a centenas de flores, de acordo com a espécie, e podem ser apicais, laterais ou basais.
As flores são normalmente de simetria bilateral, com 3 sepalas e 3petalas (denominadas tepalas), das quais a dorsal, diferenciada, a que chamam labelo, é expandida, ou apresenta calos, ou possui padrões de cor diferentes.
Os órgãos reprodutivos ( androceu e gineceu) encontram-se reduzidos e fundidos em uma estrutura central chamada coluna , ginostênio ou androstilo. O numero de estames varia entre as subfamílias: a apostasioidea possui três; a cypripedioidea dois, com o estame central modificado; as demais apresentam apenas o estame central funcional, com os dois outros atrofiados ou ausentes. Os grãos de pólem encontram-se agrupados em massas cerosas chamadas polínea. O estigma é normalmente uma cavidade na coluna, onde as polínias são inseridas pelo polinizador. O ovário é ínfero, tricarpelar e possui até cerca de 1 milhão de óvulos.
Fruto
O fruto é uma cápsula, que se abre quando seca para liberar sementes minúsculas e leves, cujo embrião não passa de um aglomerado de células. As espécies de Vanilla são as únicas com frutos carnosos e sementes grandes, os quais são usados para a obtenção de baunilha.
Cultivo
Por sua beleza única, as orquídeas são extensivamente cultivadas, e seu comércio movimenta fortunas todos os anos de maneira crescente. Mas como são tantas espécies diferentes de ambientes diferentes, é impossível apresentar os cuidados básicos de cultivo para todas elas de maneira geral. Assim, o primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação correta da espécie em questão. Ter contato com outros orquidófilos mais experientes pode ser útil caso surja uma planta desconhecida que se queira cultivar. Desta forma pode-se decidir com precisão a iluminação, o regime de regas, o substrato, e outros fatores necessários para o êxito no cultivo.
Uma coisa é certa, as orquídeas de maneira geral não são plantas delicadas e frágeis como alguns acreditam. Pelo contrário, estas plantas (principalmente as providas de pseudobulbo) são extremamente resistentes, e podem sobreviver durante dias fora de um substrato. Sua capacidade de sobrevivência lhes permite que tenham tempo para adaptar sua fisiologia a novas condições após o replantio. Os híbridos, por sua vez, são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies ditas “naturais”.
Produção
As orquídeas podem ser produzidas em larga escala graças à resistência de suas mudas na maioria das espécies, à quantidade de sementes produzidas em cada fruto, e à possibilidade de reprodução de meristemas in vitro.
O método mais simples de reprodução é a divisão do rizoma. Toma-se uma planta adulta com pelo menos 6 pseudobulbos formados, de preferência logo após o término da floração, e, com uma faca afiada e esterilizada, corta-se o rizoma, de maneira a separar a planta em duas mudas com 3 pseudobulbos cada. Em casos de plantas maiores, deve-se sempre manter as mudas com o mínimo de 3 ou 4 pseudobulbos para permitir seu rebrotamento. O plantio deve ser feito no substrato adequado à espécie. A muda deve ficar fixa de alguma forma para que as novas raízes possam brotar e se fixar no substrato. Só quando as raízes estiverem restabelecidas as plantas voltarão a crescer.
As sementes são diminutas, e um único fruto pode gerar milhares de novas plantas, cada uma com uma característica diferente da outra. Mas as sementes são muito pequenas, e não conseguem germinar por recursos próprios. Elas precisam das condições de acidez e da disponibilidade de nutrientes que o fungo micorriza de uma planta adulta fornece. Assim, o modo mais simples (e menos eficiente) de reprodução por sementes é simplesmente espalhá-las sobre e ao redor das raízes de orquídeas adultas, assegurando-se de que tenham umidade constante.
O método mais eficiente consiste no preparo de um substrato de musgo Sphagnum. Este deve ser esterilizado e deixado em repouso em um recipiente fechado para manter sua umidade. Deve-se também adicionar pedaços saudáveis de raízes de uma orquídea adulta, de preferência da espécie que deseja-se reproduzir, para que o fungo possa se reproduzir no próprio Sphagnum. Após alguns dias de descanso, semeia-se as sementes, e conserva-se o sistema em um recipiente transparente. As sementes germinam em algumas semanas, e crescem muito devagar, de modo que uma planta só floresce pela primeira vez com entre 5 e 10 anos de idade.
A reprodução por meristema, ou clonagem, é mais eficiente, e consiste na retirada da ponta das raízes. Colocada em meio de cultura, e sob a influência de hormonios vegetais, o meristema transforma-se numa massa de tecido indiferenciado, capaz de dar origem a novas plântulas. As plântulas são destacadas e cultivadas em tubos de ensaio independentes, e em pouco mais de 1 ano, estão prontas para o cultivo em local definitivo. As mudas produzidas são, logicamente clones perfeitos da planta original, sendo este método o mais aplicado para a reprodução em massa de uma determinada variedade.
Muita LUZ!
Poesia
Orquídea
Dá-me uma orquídea e verá meu riso.
Quisera ter na vida a beleza rústica de uma orquídea.
Quisera ter na vida, a paciência que emana de sua força para florir.
Dá-me uma orquídea…
Descubra-me através dela.
Mira-me nos olhos e sinta o brilho indescritível
de todas as orquídeas.
Beije-me nos lábios e saboreie o gosto agridoce que vem da mata,
brotando da madeira bruta,
recolhendo no decorrer dos dias, os pingos de chuva,
após uma seca interminável.
Dá-me uma orquídea.
Dance comigo a valsa da vida,
ultrapasse os limites, corra os riscos.
Enlace meu corpo com cipós e troncos,
entrega-te a magia de ir mais além,
Aprenda o poder de alcançar os sonhos.
Dá-me uma orquídea…
Desvenda minha alma,
Ama-me como mereço.
Só assim,
Conhecerás o valor de estarmos aqui.
(Marly Londero)



abril 17th, 2008
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