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Laminado melamínico - Formica

 

Laminado melamínico (também conhecido como Formica, que é a marca registrada de um fabricante) é um elemento decorativo inventado por John Frederick Hosler e Theodore Russell Clarke, utilizando a resina melamínica.

O laminado melamínico é mais conhecido como Fórmica, por causa da marca líder.
Na maioria das vezes que se pede laminados melamínicos nas lojas, o vendedor fica sem saber do que se trata por conhecer esse produto como Fórmica.

Pintura em fórmica.

Você vai precisar usar um material como fundo - a marca Suvinil tem um próprio para fórmica, o FUNDO FOSFATIZANTE. Após isso pode usar qualquer tinta (acrílica, PVA, automotiva, esmalte). Escolha a que você está mais acostumada a trabalhar.

Podendo usar também primer a base de água.

Depois é só pintar, fazer pátina ,

D.K.P ou Decapê

Técnica usada para envelhecer peças. O visual é semelhante ao da pátina, porém o D.K.P, possui os “risquinhos” em alto relevo feitos com massa.

Ou a pintura de sua escolha .

Abaixo passo a passo feito pela internauta Nila.

1-Lixamos muito bem a fórmica. Usamos máquina para lixar e onde não cabia a maquina lixamos na mão mesmo.
2- Limpamos bem todo o pó.
3- Uma demão de fundo fosco preparador para madeira.( usei coral, mas pode ser shering Williams)..eu usei a base de água por causa do cheiro, mas acho que a base de óleo é o melhor.
4- duas a três demãos de esmalte para madeira também a base água ( acho que  base de óleo é melhor)…esperando bem a secagem entre as demãos.
5- Nas portas e prateleiras, usamos pistola para pintar.
6- Dentro de casa, nas paredes dos armários, usamos o rolo de pele de carneiro.

Depois é só esperar secar por pelo menos 72 horas, para poder usar.

1 comentário fevereiro 9th, 2010

Direito Autoral

Estou recebendo email me perguntando sobre direito autoral, é um assunto extenso.

Consolidado na Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, garante ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.

Temos o site do Ministerio da Cultura que explica os direitos autorais, é só acessar www.cultura.gov.br/legislacao/direitos_autorais ou o site www.presidencia.gov.br.

Quando gosto de uma foto na internet ou em jornais, escrevo um email ao autor pedindo autorização. Se a resposta vier positiva, agradeço, e faço uso da imagem .

Atraves deste link você ira saber sobre a lei.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm

Obrigado pelas visitas e  emails. Muita LUZ!

1 comentário março 25th, 2009

Fuxico com tampinha de garrafa


Vamos reciclar materiais e criar peças de decoração e de moda. O fuxico, técnica com mais de 150 anos, é uma ótima opção. Para fazê-lo, bastam retalhos, linha, um molde redondo, agulha, tesoura e criatividade para decorar toalhas, almofadas, roupas, bolsas e o que mais a imaginação permitir.
Você pode customizar sua casa, criar peças excclusivas.
Além disso, artesanato e arte aliviam o estresse, melhoram a atenção e ainda podem ser um aditivo no bolso, já que as peças podem ser vendidas.

Fuxico com tampinha de garrafa:

Dentro das tampinhas você pode colocar especiarias como por exemplo cravo, deixa um aroma gostoso.

As principais especiarias :

pimenta, gengibre, cravo, canela, noz moscada, açafrão, cardamomo e ervas aromáticas.

Porta-Travessa  e  porta-copo:

17 comentários janeiro 19th, 2009

Incentivo à Arte

Conto escrito especialmente para Bienal Infantil , colegio marista Assunção de Porto Alegre-RS, onde as crianças de 3 a 6 anos fizeram releitura de algumas obras de Bete Brito.

Incentivo à Arte

Pousou o lápis sobre a mesa e se perguntou se alguém iria entender aquelas palavras. Em vão tentou se desfazer e recriar-se em outra pessoa, fingindo ler o que ela própria escreveu.
Recriar, pensou, era o que ela não conseguia fazer e se fazer entender.
Repensou, e repensar era o que ela mais sabia fazer, no que estava escrito, mas esse não era o problema.
Suas palavras eram claras, objetivas, descreviam precisamente o movimento de oscilação, seu tema favorito.
Não era à toa. Tudo à sua volta oscilava.
O pêndulo do relógio na parede, as ondas do mar que se viam pela janela.
O zumbido do mosquito que a atrapalhava a dormir.
Quando saiu à rua, presenciou um festival de vaivém para onde pudesse olhar.
Os carros indo em uma rua, voltando pela outra.
O semáforo indo do vermelho para o verde, do verde para o vermelho.
As cartas com o carteiro que vão do correio para as casas e das casas para o correio.
A colher girando na xícara da moça sentada no café, misturando o açúcar.
O cheiro do café que de repente invadiu seu olfato, tão rápido quanto foi substituído pelo cheiro de fumaça do ônibus que passou e depois pelos demais cheiros por onde passou.
Parando debaixo de uma árvore, repensou, de novo, em recriar.
Era outono, então ela percebeu que as folhas dessa árvore estavam ficando amareladas, e constatou que ali também havia mudança: o verde ia ficando amarelo devagarzinho, de uma ponta à outra de cada folha, e devagar aquela árvore toda passaria de verde para amarelo.
Não precisou de mais que esse preciso instante para que ela entendesse finalmente que o que ela queria dizer no seu texto já estava escrito, bastava perceber os detalhes ao seu redor.
E se lembrou do caminho que havia percorrido, repensando, com esse novo olhar, todas as cenas que presenciou. O relógio na parede, as cartas no correio, o café girando na xícara, as folhas no outono.
Tudo isso era mais do que suficiente para que ela pudesse afinal poder explicar para seus alunos aquele assunto.
Voltou para casa correndo e refez sua aula.
No lugar dos gráficos desenhados na lousa, iria tocar um trecho gravado do som das ondas do mar.
Em vez de descrever todas as forças que fazem balançar o pêndulo do relógio, colocaria os alunos para brincar no balanço da escola e fazê-las sentir o movimento.
Para mostrar a suavidade do movimento, mostraria aos alunos as folhas que mudavam de verde para o amarelado no outono.
Ao preparar tudo isso, ainda animada, comentou com seu marido sobre tudo o que tinha descoberto sozinha.

Ele ouviu atento e, quando ela terminou, sorriu para ela e disse: “Você está apenas usando arte para ensinar. Garanto que seus alunos agora vão ver o mundo com olhos diferentes.”

Se deu conta então de que naquele momento quem estava enxergando com olhos diferentes era ela mesma e concluiu que com a sensibilidade que conquistou pela arte descoberta há pouco ela poderia entender melhor a si mesma e o seu papel no mundo.

Comentário para as crianças:
Como vocês viram no conto o professor esta sempre aprendendo e nada melhor que o nosso dia a dia e a natureza, para nos ensinar.
A arte esta em todos os lugares é só saber olhar e sentir.
Um grande beijo no coração de cada uma.
Bete Brito

Comente! dezembro 16th, 2008

Patina pela internauta

Quando me propus a fazer os artigos, fiz com o propósito de ajudar, mas não achei que iria ter tantos retornos.
Muitas pessoas por não querer deixar o nome no artigo, me escrevem através da seção “Contato” que tem no site.
Estou muito feliz em estar ajudando muitas pessoas no Brasil e até fora, como Portugal e Espanha, que estão todos os dias presentes em meus artigos, com perguntas ou dizendo só um “Oi” que passaram por aqui.
Até me ligando, pois meus telefones estão no site. Quanta alegria eu sinto em ouvir a voz de um visitante do site. Fico emocionada com tanto carinho.
A Lucia Lima é um dos exemplos que cito acima, ela é Decoradora em Salvador -BA, e hoje posso até dizer que tenho mais uma amiga.
O meu muito obrigado à Lucia e à todas amigas que já fiz e farei.

Muita LUZ!

Abaixo fotos dos trabalhos de Lucia Lima, Patina Provençal e Patina com betume.

4 comentários novembro 5th, 2008

Anturio

Seria mais fácil pintar uma flor se pudéssemos observa-la. Agora, para entendê-la, saber como ela é, podemos pesquisar através de livros e através da internet temos vários sites sobre flores.
Anturio
Anturio

Anturio

  • Nome Científico: Anthurium andraeanum
  • Nome Popular: Antúrio
  • Família: Araceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Colômbia
  • Ciclo de Vida: Perene

Duráveis

Exótico e duradouro, o antúrio é uma das plantas mais usadas na decoração de interiores e na formação de arranjos florais. Sua inflorescência (a parte tida como flor) chega a durar até 60 dias num vaso com água, após ser retirada da planta.

Entretanto, a beleza e durabilidade da planta na composição de arranjos e decorações dependem de fatores importantes. Em locais onde a umidade do ar é baixa, a folhagem deve ser pulverizada com água, para manter seu frescor e brilho. Para o corte, a inflorescência só deve ser retirada, quando estiver totalmente formada.

A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.

Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Isso também ocorre com as flores do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima) e da primavera (Bougainvillea spectabilis), por exemplo.

Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.

Pertencente à família das Aráceas - que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical - o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom.

Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum - chamado de “paleta-de-pintor” e o Anthurium scherzeranum, conhecido como “flor-de-flamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.

Cultivo

Quem deseja cultivar antúrios, pode ficar tranqüilo: é uma planta de fácil cultivo, que não dá trabalho e nem requer muitos cuidados. O primeiro passo é escolher um local sombreado para a planta, pois o excesso de sol é prejudicial ao antúrio. Procure deixar a planta à meia-sombra, isto é em locais com boa luminosidade, mas sem que receba os raios solares diretamente.

A mistura de solo indicada para o plantio é a seguinte:

1 parte de terra comum,

1 parte de terra vegetal

2 partes de composto orgânico

Procure usar mudas bem desenvolvidas com cerca de 10 cm de altura. Se for plantar em canteiros, tente colocar as muda

sob a sombra de árvores ou arbustos grandes. Para controlar problemas com fungos nos canteiros, recomenda-se fazer

pulverizações periódicas com calda bordalesa. De resto, os cuidados são poucos:

- regas freqüentes sem encharcar;

- pulverizar as folhas com água durante o verão mais intenso;

- duas vezes ao ano, adubar com um composto orgânico;

- garantir sombra, calor e umidade

Poesia:

De vida e Antúrios

O cansaço que em mim bate não é normal.

Eu que alcei o vôo das gaivotas,

planejando a vida em forma de antúrio,

ereta, duradoura e firme,

fito-me agora diante da acomodação.

Não é assim, não pode ser assim.

Idealizei minhas cores, minhas variações,

revesti-me de couraças

para enfrentar tufões…

Queria ser antúrio,

corações em folhas, folhas em corações,

inflorescências multicores,

nervuras contrastantes.

O cansaço que me abate, não é normal.

Tomarei as rédeas do tempo,

serei antúrio: exótica, duradoura, persistente.

Envergarei e não me quebrarei nas curvas,

nas tempestades, nos solavancos.

Terei a durabilidade indescritível e nua.

Farei meu tempo, farei minha hora,

Esquecerei cansaço,

Esquecerei espaço…

Embelezarei meus momentos,

Pulverizarei a dor,

Buscarei a umidade,

Vencerei o clima.

Vou sorrir da dor.

(Marly Londero)

MUITA LUZ!

novembro 4th, 2008

Copo de Leite - Calla

Seria mais fácil pintar uma flor se pudéssemos observa-la. Agora, para entendê-la, saber como ela é, podemos pesquisar através de livros e através da internet temos vários sites sobre flores.

Copo de Leite ou Calla

De folhagem brilhante, floração abundante e suavamente aromático, o copo-de-leite é também chamado de cala-branca ou lírio-do-nilo. Assim no antúrio, o que chamamos de “flor” na verdade é o conjunto formado pela espádice, que é amarela, e a espata, com 15 cm de largura e de um branco-puro, aveludado. Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng

Nome popular: copo de leite - A Zantedeschia (Copo de Leite) é uma flor da família Araceae e é originária da região sudoeste da África. Pode medir até um metro e meio de altura e suas partes são tóxicas. Possue uma belíssima folhagem e associa-se ao sagrado, simbolizando paz, inocência e pureza. O cultivo do copo de leite se dá em solo rico adubado e úmido, com boa luminosidade.

Origem: África

Porte: até 1,5m

Flores: inflorescências amarelas isoladas formadas no verão
Cultivo: Uma das maneiras de se criar novas plantas é cortar os caules que ficam embaixo da terra. Outra forma seria através da produção de sementes. Para isso é necessária a produção de frutos. O produtor deve tomar cuidado com os frutos, pois a planta passa a investir mais energia na formação deles do que nas inflorescências. A época da floração acontece entre os meses de agosto e janeiro, mas em condições de clima e solo favoráveis é possível ter flores o ano todo.
O Copo de Leite (Zantedeschia aethiopica), é uma espécie que pode ser cultivada à 1/2 sombra, ou seja, precisa de muita luz, ou a sol pleno, podendo receber sol direto por pelo menos 04 horas diárias.
O copo de leite gosta de solo úmido, geralmente deve ser regada um dia sim, um dia não.
No entanto, no seu caso, pela sua descrição, pode ser que a planta além de não estar recebendo iluminação suficiente, pode estar ainda sofrendo com excesso de água. Por isso, verifique bem estes dois itens, ok?
Quanto ao solo, cuide para que o mesmo seja rico em matéria orgânica, quando em vaso, a mistura de solo recomendada é de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico.

Solo: argiloso

Clima: ameno

Luminosidade: meia sombra

Irrigação: freqüente nas estações quentes e periódica nas épocas frias

Dificuldade de cultivo: um pouco rústica, não exige muitos cuidados
Existem duas maneiras de se cultivar o copo de leite:
1 - Produção de sementes. Para isso é necessário a produção de frutos, no qual o produtor deve tomar muito cuidado porque a planta passa a
investir mais energia na formação deles do que nas inflorescências.
A floração ocorre entre os meses de agosto e janeiro, porém em condições de clima e solo favoráveis é possível obter flores o ano todo.
2 - Cortar os caules que ficam embaixo da terra

Em canteiros o espaçamento ideal para o plantio dos bulbos é de 20cm entre as plantas.
As flores se abrem cerca de 60 a 90 dias após o plantio dos bulbos e permanecem por cerca de 30 a 40dias.
Uma das razões para o sucesso dessa planta é justamente sua durabilidade em vasos e arranjos florais.
Ideal é que seja cultivada em solos com boa drenagem, pois o excesso de umidade é muito perigoso para a planta, ocasionando o aparecimento de
Bactérias e fungos e doenças no copo de leite.
Uma bactéria do gênero Erwinea adora este tipo de ambiente e é capaz deprovocar o murchamento do bulbo, comprometendo o crescimento do copo-de-leite.
Outros inimigos naturais, são os moluscos, que também que, por viverem também de locais úmidos, acabam prejudicando o desenvolvimento da planta.

Adubação: NPK rico em P

Curiosidade: O nome popular da Zantedeschia se deve ao aspecto da espata, que é aquela estrutura de cor branca, responsável pela atração de insetos polinizadores. O ‘copo’ é, na verdade, uma inflorescência, que envolve as verdadeiras flores. Muito pequenas e em geral amarelas, elas estão presas na espádice, uma espécie de espiga que é protegida pela espata. Como toda arácea, esta planta apresenta algumas partes tóxicas e, portanto, deve ficar longe de crianças e animais. O rizoma pode servir como alimento humano, desde que muito bem cozido.

Poesia:

Contramão

Vou beber o cálice da vida, de gota em gota,

nadar em águas nebulosas e mares bravios.

Vou beber de todos os copos os sabores,

guardar na boca o sabor complexo.

Vou mergulhar de encontro às ondas,

atirar-me de cabeça esquecer o hoje.

Vou beber o leite, do copo de leite,

na minha auto-estima, saberei que é flor.

Içarei velas ao sabor dos ventos,

subirei em árvores que alcançam o céu.

Traçarei meus versos,

contra os versos seus.

Cantarei meu canto,

no contralto seu.

Na contramão do mundo seguirei em frente,

chegarei enfim, ao ápice pleno?

Vou beber o leite, do copo de leite,

seja ele flor,

seja lá o que for…

(Marly Londero)

Muita Luz e Paz!

12 comentários agosto 13th, 2008

Tulipa

Seria mais fácil pintar uma flor se pudéssemos observa-la. Agora, para entendê-la, saber como ela é, podemos pesquisar através de livros e através da internet temos vários sites sobre flores.

TULIPA

Classificação científica
Reino:     Plantae
Divisão:     Magnoliophyta
Classe:     Liliopsida
Ordem:     Liliales
Família:     Liliaceae
Género:     Tulipa

Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste ereta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.
Muita gente pensa que as tulipas são originárias da Holanda, tamanha a associação existente entre elas e este país. Entretanto, segundo a maioria das referências, as tulipas, na verdade, são turcas e foram levadas para a Holanda por volta de 1560, depois que o botânico Conrad von Gesner as catalogou em 1559, usando bulbos originais coletados em Constantinopla, atual Istambul. O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra mesmo um turbante). Outras referências defendem que as tulipas são originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e Pérsia.
Na hora de adquirir um vaso de tulipas, prefira aquele com as flores ainda em botão. Dessa forma, você terá as belas tulipas por mais tempo. Mantenha o vaso em local fresco, com boa luminosidade, mas longe de ventos e do sol forte. Outra dica interessante é colocar 1 ou 2 pedras de gelo, pela manhã e à tarde, sobre o substrato (mistura de terra) do vaso, todos os dias. Assim podemos diminuir o excesso de calor.

No clima brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez. O processo é demorado e um tanto complicado, mas para quem gosta de jardinagem, pode ser um desafio compensador:

1. Quando as flores da primeira floração murcharem, corte-as, inclusive as folhas. Retire os bulbos da terra, limpe-os levemente com uma escova macia e mantenha-os em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem deixar que se molhem.
2. Passado esse período, plante-os num vasinho plástico com terra vegetal umedecida, sem estar encharcada. Embrulhe o vasinho num plástico e coloque-o no congelador da geladeira durante uns 6 meses (temperatura ideal entre 2 e 5 graus C).
3. Passado esse tempo, é hora de tirar o vasinho da geladeira e levá-lo para um local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, lembrando de manter a terra sempre úmida.
4. Depois disso, o vasinho deve voltar ao congelador, novamente embrulhado em plástico, onde vai permanecer por mais 6 meses.
5. Agora é hora de levar o vaso para um local iluminado. Se tudo der certo, a tulipa estará florida no período de trinta a cinqüenta dias.

Todo esse processo tem como objetivo simular as condições climáticas existentes no habitat natural das tulipas e que estimulam os bulbos a rebrotarem.
A Fazenda Terra Viva Schoenmaker (Holambra/SP) começou a produzir tulipas comercialmente no Brasil em 1988. Os bulbos são trazidos da Holanda e ao chegar por aqui são mantidos em câmaras, onde passam pelo tratamento adequado para controlar a temperatura, até que comecem a enraizar. A partir de março começam a ser retiradas as caixas da câmara para a produção propriamente dita. Inicia a fase 2, com as tulipas entrando em fase de crescimento, quando são fornecidas luz e adubação adequadas para garantir seu bom desenvolvimento. Na fase 3 as tulipas estão prontas para serem colocadas em vasos ou para o corte (no caso de flores de corte). Só então, vão para os pontos de venda.

Segundo Simone Schoenmaker, gerente de produção de flores e bulbos da empresa, em 2001 foram vendidos aproximadamente 130 mil vasos de tulipas e em 2002 projetou-se a venda de 250 mil. Os vasos, oferecidos em dois tamanhos (um com 3 bulbos e o Premium, com 5 bulbos) representam 2/3 da produção. O restante é de produção de tulipas de corte, utilizadas principalmente em arranjos e buquês de noivas. “Cerca de 90% das tulipas em vaso são da variedade vermelha, já na produção de corte, a maioria é branca, em torno de 35%”, explica Simone. As outras variedades de tulipas de corte são produzidas na seguinte proporção: 20% laranjas; 20% amarelas; 20% vermelhas; 5% outras cores, como rosa e lilás.

Dois novos produtos estão sendo lançados pela fazenda Terra Viva, produtora das flores de Holambra: vasos com tulipas Master e Little. Os vasos Master vêm com sete hastes e um botão grande de tulipa cada, com flores brancas, amarelas, laranjas e vermelhas. Os vasos Little possuem cinco hastes principais, com mais de um botão cada, totalizando cerca de doze flores por vaso, somente na cor vermelha.

O aumento da demanda por tulipas no mercado de flores é creditado às novas variedades de cores diversas e à melhor adaptação ao nosso clima, o que lhes garante mais beleza e durabilidade. “Testamos novas variedades que podem durar até 10 dias, dependendo da época do ano e da região, esclarece Simone. O calor acelera o desabrochar da flor, e quanto maior o frio, mais tempo de vida possui. Normalmente, um vaso de tulipa sobrevive de 5 dias a uma semana.

Poesia

Do ontem

As tulipas que me destes?

- Murcharam!

Integraram-se ao tempo,

dissolveram-se como as promessas

esvaíram-se como as lágrimas.

Tulipas e declaração de amor,

evaporaram-se no ar

como tua presença que reclamei.

Tu foste um raio a cruzar meu céu,

eu fui cometa a riscar tua vida.

Tu foste lâmpada que clareou a noite

eu fui sol que iluminou seu dia.

Caminhas agora por estradas outras,

vago agora por espaço além.

Amaste outras,

outros amei.

Restaram lembranças secretas,

palavras não ditas,

tulipas murchas sobre nossas vidas.

(Marly Londero)

Muita Paz e muita Luz!

Comente! agosto 13th, 2008

Strelitzia: a ave-do-paraíso

Seria mais fácil pintar uma flor se pudéssemos observa-la. Agora, para entendê-la, saber como ela é, podemos pesquisar através de livros e através da internet temos vários sites sobre flores.
Strelitzia
Strelitzia

Estrelítzia: a ave-do-paraíso

Ela é considerada a flor-símbolo de Los Angeles: é a strelitzia ‚ uma flor colorida e de longa duração, cujo formato lembra uma vivaz e colorida ave.

Popularmente, ela é mais conhecida como “ave-do-paraíso”, apesar de receber também outros nomes, dependendo da região, mas seu nome botânico é Strelitzia reginae. Segundo se sabe, o nome ’strelitzia’ foi escolhido em homenagem à rainha Charlotte Sophia, duquesa de Mecklenburg Strelitz e esposa do rei George III, da Inglaterra.

Nos jardins, a strelitzia faz muito sucesso, formando vistosos maciços sobre os gramados, mas é na composição de arranjos e decorações florais que ela mostra a sua maior glória: suas flores, belas e exóticas, dão um show de durabilidade, colorido e versatilidade.

Parente próxima da helicônia e da bananeira, a strelitzia apresenta folhagem exuberante, de coloração verde-escuro, que contrasta com as nervuras centrais das folhas, de tom avermelhado. Já as flores, um verdadeiro trabalho artístico da natureza, são protegidas por uma bráctea, em forma de barca, com colorações que variam do vermelho ao azul-violeta. As seis pétalas das flores formam dois grupos de três: as externas são ligeiramente lanceoladas e de cor alaranjada e, as três mais internas possuem o formato de uma flecha e apresentam tons de azul-metálico.

O resultado é um efeito exótico, elegante e extremamente belo, que tem o seu objetivo: a natureza cria estas composições de formas e cores, num esforço para atrair agentes polinizadores e, neste caso, são os beija-flores os visitantes mais freqüentes, em busca do néctar da strelitzia.

Outras espécies

O gênero Strelitzia pertence à família das Musáceas e compreende inúmeras espécies, todas originárias da África do Sul e introduzidas na Europa em 1770, de onde se disseminaram por todo o mundo. A espécie mais cultivada é a Strelitzia reginae, popularmente conhecida como estrelícia, rainha-do-paraíso, bico-de-tucano, flor-do-paraíso, flor-da-rainha, ave-do-paraíso ou bananeirinha-do-jardim. Trata-se de uma planta muito decorativa e, em razão de sua grande durabilidade, é bastante difundida tanto como flor de corte como para o plantio em jardins. Existem também outras espécies, como a Strelitzia alba, de flores brancas e a Strelitzia caudata, de coloração azulada.

De um modo geral, as strelitzias são de fácil cultivo e requerem poucos cuidados, sendo de grande utilidade para a composição de arranjos florais e decoração de ambientes, pois dificilmente são atacadas por problemas que possam danificar suas pétalas e folhas.

Como cultivar

A Strelitzia reginae é uma planta herbácea perene que produz flores quase o ano inteiro, desde que cultivada sob sol luz solar plena. Sua propagação se dá por meio de sementes ou divisão de touceiras. Cultive-a em solo argiloso (2 partes de terra comum de jardim, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia. A planta gosta de água mas não de solo encharcado. Em geral, pode-se regar duas vezes por semana. Em época seca, deve-se observar a superfície e regar sempre que apresentar-se seca.

Poesia

Voar é preciso

Meu mundo desencontrado

eu perdida.

Ambulantes,

navegantes de um céu com strelizias…

Irmanados solitários em remotas buscas

do próprio ser, qualquer ser…

Alço o vôo incerto e tresloucado

de uma ave do paraíso,

que amou em demasia,

esperou pelo indescritível,

não olhou ao redor.

O paraíso estava ali..

Dentro do peito,

arraigado na alma,

ao alcance dos dedos.

Buscar ao longe e não ver o perto.

Sonhar … meu mundo, meu eu…

Seremos todos insanos construtores do nada?

Voar ainda é preciso!

Além da porta lacrada deve estar o arco íris,

contendo um pote de ouro em seu final,

terá que ali morar a estrela cintilante do elo perdido,

razão do meu caminhar.

Voar ainda é preciso…

Marly Londero

2 comentários agosto 13th, 2008

Margarida

Seria mais fácil pintar uma flor se pudéssemos observa-la. Agora, para entendê-la, saber como ela é, podemos pesquisar através de livros e através da internet temos vários sites sobre flores.
Campo de Margaridas
Campo de Margaridas
Margaridas Brancas

Margaridas Brancas

Margarida é o nome popular comum a uma grande variedade de plantas (e flor respectiva, ou melhor, a sua inflorescência). Na verdade, não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que apresenta muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de “margarida” qualquer planta da família das Compostas. Além do mais, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, malmequer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.

Em termos mais específicos, contudo, podemos considerar:

* Qualquer planta do género Bellis, da família das Compostas, das quais se destaca:
o Bellis perennis, bonina ou Bela-margarida.
o Bellis sylvestris, ou margarida-do-monte.
o Bellis annua ou margarida-menor.
* A planta da espécie Leucanthemum vulgare ou Chrysanthemum leucanthemum.
* A espécie Chrysanthemum frutescens.
* Callistephus chinensis ou Rainha-margarida.
* Tibouchina aspera, quaresmeira ou malmequer-do-campo.

Gerbera

Gerbera L., é um género de plantas herbáceas ornamentais pertencente à família das Asteraceae (ou Compostas), a mesma do girassol e das margaridas, cultivada em grandes quantidades pela sua flor muito apreciada em arranjos ornamentais e como planta decorativa de exteriores nas regiões de clima temperado de ambos os hemisférios. Em 1737 o naturalista holandês Jan Frederic Gronovius atribuiu o nome Gerbera ao género, em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão que trabalhou na Rússia. O nome vulgar gerbera, ou gérbera, é aplicado indistintamente às espécies do género e às suas flores, as quais são em geral comercializadas sob aquela designação, muitas vezes seguida de uma indicação específica ou varietal (por exemplo gerbera-do-transvaal, ou gerbera-púrpura).
Características

O género Gerbera inclui cerca de 30 espécies de plantas herbáceas perenes da família das Compostas, dotadas de folhas basais, e flores reunidas em capítulos solitários e multifloros com cerca de 10 cm de diâmetro, intensamente coloridos. O fruto é um aquénio acicular.

As espécies de Gerbera apresentam um grande capítulo, com floretas bi-labiadas de cor amarelo, laranja, branco, rosa ou vermelho. O capítulo, que aparenta ser uma única flor, é na realidade composto (daí o nome ainda utilizado para a família) por centenas de flores individuais, cuja morfologia varia de acordo com a sua posição no conjunto.

O género Gerbera tem grande interesse comercial, sendo a gerbera a quinta flor de corte mais vendida, só sendo ultrapassada em volume pela rosa, o cravo, o crisântemo e a tulipa.
A espécies deste géneros são também utilizadas como organismo experimental em estudos de floração e de desenvolvimento meristemático da flor. As gerberas contém derivados naturais da cumarina com interesse fitoquímico e de controlo biológico.

As gerberas são muito populares e muito utilizadas como plantas decorativas de exterior e para a produção de flores de corte. Os cultivares mais frequentes são os resultantes da hibridização entre a Gerbera jamesonii e a Gerbera viridifolia, outra espécie sul-africana. O híbrido é conhecido por Gerbera hybrida e dele existem alguns milhares de cultivares com grande variabilidade nas características florais, com diferentes tamanhos e formas da flor e com cores que vão do branco ao amarelo, laranja, vermelho, rosa e púrpura. Existem cultivares que produzem flores com o centro negro e com pétalas variegadas.
Origem

O género Gerbera ocorre naturalmente na América do Sul, África e na Ásia tropical. A primeira descrição botânica foi publicada por Joseph Dalton Hooker no Curtis Botanical Magazine de 1889, descrevendo a Gerbera jamesonii, uma espécie sul-africana hoje conhecida por gerbera-do-transvaal ou margarida-do-transvaal.

Lenda da margarida

Acredita-se que elas tem mais de mil anos.
Mais tarde se criou um tabuleiro de jogos, com cores alegres e margens compostas por margaridas amarelas e brancas. A Margarida tem um “olho” porque seu nome de Inglês (day eye) sugere que era destinada a cura de problemas nos olhos. Assírios também acreditavam que, se você esmagasse margaridas e misturasse com óleo  você poderia colocar a mistura em seu cabelo branco e ativar a sua cor novamente.

Nos tempos anglo-saxônicos, a margarida foi utilizada como medicamento, mas exigia que se dissesse palavras magicas para torna-la eficiente. Era recomendado tambem que se adicionasse um pouco de “agua benta”.. No século XIII eram usadas para limpar feridas, febre e gota. Existe uma encantadora história sobre Rhiwallon de Myddvai filho de um pobre criador de gado e da Senhora  Llyn - y - Van - Vach. Esta dama do Lago foi uma bela moça, que depois de várias aparições e desaparecimentos, no lago que foi a sua casa, ela abandonou o marido a quem ela trouxe uma grande riqueza. Seu pai, porém tinha estipulado que ela teria de retornar para o lago, se o marido a atingisse três vezes. O marido, ao longo de vários anos, deu-lhe uma bofetada com luvas e outras duas igualmente lúdicas que finalmente custaram-lhe a esposa. Um dia ela apareceu para Rhiwallon e disse que ele estava destinado a beneficiar os humanos aliviando dores e curando doenças. Ele foi um dos poucos médicos  que aconselharam limpeza como uma boa maneira de evitar doenças.Sua parcialidade em favor de limpeza  contribuiu para seus muitos êxitos. Seu filho seguiu - lhe na profissão, embora não fosse o menos eminente de médicos descendentes da misteriosa Lady de Llyn - yu - Van - Vach.
Útil para os médicos de Myddvai, a margarida tinha outra força de grande importância para eles. Poderia dizer - se um doente iria viver ou morrer. Pegue uma flor da margarida com vinho e dá - la ao paciente para beber: se vomitar ele vai morrer da doença, se não, ele vai viver e isso foi provado. Margaridas foram utilizadas em curas. Marguerite, a palavra francesa para margarida, é derivada de uma palavra grega que significa “pérola”. Francis chamou sua irmã Marguerite de Marguerites, Margarida de Anjou Assim fizeram a esposa de Henrique IV e Margaret Beaufort, mãe de Henrique VII. St. Louis é sabido ter tido uma margarida gravada em um anel que ele usava. Junto com ele foi uma flor-de-lis e um crucifixo. Esse anel, o rei afirmou, representava tudo o que lhe era de mais caro: a religião, a França e sua esposa, Marguerite.

Poesia

Maragaridas

Bem me quer,
mal me quer….
Ele me ama,
ele não ama…
Ele virá,
ele não virá…
Hei de ser feliz,
viverei feliz….
E as cores brancas da margarida
despetalando entre as mãos,
escorregando entremeio aos dedos
caiam mansamente no chão…
na terra nua,
na grama verde
do jardim.
Margaridas nas janelas,
brincadeira de esperança…
pétalas alvas,
sonhos buscados.
Ainda hoje….
Margaridas nas janelas,
nos prados além do infinito,
como a espera de uma mulher
para despetalar suas entranhas,
pulular pelas campinas
correndo riscos,
simplesmente… vivendo.
Bem me quer…
mal me quer…
Ele me ama….
ele não ama…
Acima de tudo amando o amor,
esperado, inesperado, comprometido.
Serei feliz…
eu sou feliz!

Marly Londero

2 comentários julho 22nd, 2008

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